quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Estudo da sombra
sábado, 19 de setembro de 2009
Cidade Baixa Vive, 1 ano de Luta...
Pedras no Caminho
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Manifestação dia 19/09
Em repúdio a liberação da remoção das árvores no terreno onde se pretende construir o espigão de 19 andares.
O Movimento Cidade Baixa Vive realizará uma manifestação pacifica contra a construção, em frente ao terreno na rua Lima e Silva.
TRAGA SEU APITO, PANELA, CARTAZ, FAIXA E VENHA MOSTRAR A SUA OPINÃO
DIA:19/09/2009
HORA: 16 HORAS
ONDE: Rua Lima e SIlva próximo ao nº 777.
Liberação de Remoção
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Dia 23 de Agosto DIGA NÃO AO PONTAL!!!
No dia 1° de Agosto de 2009, foi produzido o vídeo com depoimentos contra o Pontal do Estaleiro.
Gravado no Gasômetro em Porto Alegre, declara com qualidade a opinião da população.
NÃO!NÃO!NÃO! AO PONTAL!
Produzido por: Casa de Cinema
Direção: Carlos Gerbase
Fonte: http://agapan.blogspot.com/
quinta-feira, 30 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Santiago é "convidado a se retirar" da revista do CREA-RS
Desde 1986, o grande chargista Santiago tinha seus desenhos publicados na revista do CREA-RS(Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Rio Grande do Sul). Após tanto tempo de parceria, Santiago foi convidado a se retirar da revista. Seria devido suas criticas duras que vão de encontro aos interesses da entidade?
Recentemente, Santiago vem participado de maneira expressiva ao lado de ambientalistas, contra grandes empreendimentos previstos por empreiteiras, como o Pontal e o Espigão.
Sempre com sua opinião firme contra o impacto que essas construções trazem para os cidadãos.
Quem ocupará seu lugar é o Marco Aurélio, da ZERO HORA. É provável que o presidente do CREA-RS, Eng. Civil Luiz Alcides Capoani, acredite que a entidade terá mais espaço no jornal da RBS tendo o "cartunista" em sua revista.
Partindo desse pressuposto então me pergunto, será que o Movimento Cidade Baixa VIVE não teria mais espaço na ZERO HORA, se convidássemos o "cartunista" Marco Aurélio para abrilhantar com seus traços nosso blog e nossos panfletos. Pois ideais nós temos, agora só falta Marco Aurélio para emplacarmos no jornal de maior circulação do estado...
É lamentável tal decisão por parte do CREA-RS, que pelo que indica sua postura, nega o direito aos seus leitores do contraditório em sua revista.
Eduardo Menezes:
“A demissão de Santiago pode parecer quase irrelevante, não fosse o contexto obscurantista em que os interesses econômicos cassam as vozes divergentes. Faz companhia ao Santiago, o jornalista Wladimir Ungaretti, impedido de emitir opiniões ou críticas àquilo que é produzido pelo jornal do P-RBS. Também blogueiros processados por lumpens que vivem de patrocínio estatal e escritores de quinta categoria. Ora, o Rio Grande do Sul é dominado basicamente por dois setores da economia, pelos ruralistas no campo e pelas empreiteiras na cidade. Ambos garantiram ainda no período da ditadura militar, o monopólio midiático na Região Sul, de modo, que a construção de qualquer discurso público seja antes filtrado por seus pareceres e opiniões”.
Kayser:
"O CREA-RS está trocando Chico Buarque por Tiririca".
Manifeste sua opinião: profissionais do "em dia" com o CREA-RS>http://www.crea-rs.org.br/ouvidoria/Manifestacao.asp
ou pelo telefone da ouvidoria: 0800 644 2100
cidadãos> pelo e-mail: revista@crea-rs.org.br
Escrito por: Caroline Bastos
fontes: http://rsurgente.opsblog.org/
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Resposta ao Artigo do jornal da João Pessoa
Estas questões estão mais salientes por causa da falta de estudo de impacto da vizinhança e do ambiente que, apesar de ser uma lei federal desde 2004, ainda não foram aplicadas pela municipalidade de Porto Alegre, cujo fato deve ser perguntado pelo todos os cidadãos de Porto Alegre: “Quais são os motivos de tanto desinteresse na parte dos vereadores do Porto Alegre para não aplicar estes leis federais aqui?”. Deve ser lembrado também que, enquanto estas leis fiquem fora da legislação municipal, nenhum cidadão está seguro em respeito de direito de luz, privacidade, entre várias outras considerações. A bela vista prometida pelo um grande empreendedor pode ser facilmente comprometido pelo um outro que resolve construir bem no teu lado. Isto está acontecendo com cada vez mais freqüência. Quando um membro da equipe da Melnick foi questionado sobre a aplicação do estudo de Impacto de Vizinhança, disse que iria cumprir qualquer limitação de construção resultante, com prazer.
Estas leis federais foram formuladas para oferecer proteção para todos os cidadãos para garantir consistência na qualidade de vida, mas o problema mais agudo para Melnick, alem do ‘probleminha’ duma espécie de palmeira tombada que foi acidentalmente derrubada, é a questão de uma árvore centenária da espécie Nogueira Peca, que foi tombada pelo decreto numero 6269 em 1977´. A única maneira para um ‘destombamento’ acontecer é se uma arvore tombada está com sinais de doença ou se sua remoção estiver nos interesses públicos. Este empreendimento vem do setor PRIVADO.
A empresa Melnick forneceu seu próprio estudo da arvore Nogueira, alegando que estava com sérios problemas de saúde. O movimento ‘Cidade Baixa Vive’ pediu para a SMAM fazer seu próprio laudo com seus biólogos. Resultado: Todas as árvores no terreno da construtora foram encontradas em estado de plena saúde, isto acrescentado na vistoria feito pelo biólogo,Evandro César Bergel.
Foi proposta pela Melnick um transplantação da Nogueira na reunião do dia 23 de dezembro de 2008 com o Ministério Público, onde o representante da SMAM disse que com uma arvore centenária, como a Nogueira, não tinha garantia nenhuma de sua sobrevivência, considerando sua idade e porte e que uma transplantação com estes fatores nunca foi feito antes. Alem disso, o relatório de vistoria preparado pelo Biólogo, Evandro César Bergel, e apresentado dia 11 de dezembro para O Promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, também escreveu, “Para fora do terreno não é viável, devido ao tamanho da árvore”, e também, “O transplante para outro lugar dentro do terreno exigiria muito cuidado técnico, o que não garantiria a sobrevivência da árvore. Não se tem conhecimento de transplante de exemplares adultos desta espécie no Rio Grande do Sul, de modo que não há elementos para se fazer um prognóstico com relação ao êxito de eventual transplante. Ainda que a árvore sobreviva, as podas de raízes, provavelmente necessárias para o transplante, poderiam causar um aumento dos problemas fitos sanitários”.
Considerando estes fatores, seria muito irresponsável para o Ministério publico aceitar qualquer proposta do Melnick para um transplante.
Juliano Melnick disse que eles querem ‘colaborar com a qualidade de vida do bairro’. É preciso lembrar que representantes da Melnick fizeram visitas de casa em casa nas ruas Alberto Torres e Luis Alfonso, propondo a compra das casas. O que foi falado para um proprietário foi o seguinte: ‘Seria melhor vender sua casa para nos, porque, quando nosso empreendimento estiver completo, sua casa vai ficar na sombra e vai criar mofo e vai ser difícil vender depois’.
Juliano Melnick acrescentou que, em consideração do fato que existe vários prédios considerados de ‘interesse cultural na região, empreendimentos de vulto serão raros’, mas isto não impediu representantes do Melnick fazer estas propostas de compra de casas listadas. Se empreendimentos de vulto serão raros, seria prudente a ficar de olho nas áreas ocupadas pelo Olaria (shopping do cinema Guion), Zaffari e do bar ‘Pingüim’, todos na Rua Gen. Lima e Silva.
Ele fez referencia aos prédios ‘maravilhosos’ do Paris de quatro andares mas, no mesmo tempo, condenou-os como ‘insalubres e caros’ e ainda destacou que este ‘detalhe’, “deve ser discutido pela população de Porto Alegre”. Alem de condenar a maioria dos prédios do paris, está condenando todos os países europeus que tem, em sua maioria, prédios deste comporto. Ele lamenta que Porto Alegre, “seja a cidade que mais dificulta a construção dentre as maiores do País”. Mas podemos recolocar isto e dizer que ‘Graças a Deus’, Porto Alegre é uma das cidades cuja sua população tem a consciência acordada’.
Dentro da hipótese do Sr. Juliano, o que seria o ideal para o futuro de Porto Alegre? Uma floresta de espigões? – Mas agora foi lembrado, O Sr. Melnick corrigiu nossa definição: “ Espigão é mais de 50 andares e não 19 como serão este, na Lima e Silva”. Talvez ele prefira chamar seu empreendimento apenas de ‘espiga’ ou ‘espiguinha’ . Para quem mora em casas de dois andares na vizinhança, a definição desta palavra popular é uma questão relativa.
Escrito por: Phillip de Lacy White, coordenador do Cidade Baixa VIVE.
Matéria publicada no Jornal João Pessoa

“As pessoas precisam entender que nós estamos chegando para colaborar com a qualidade de vida do bairro”. Assim, o gerente comercial da Even Melnick, Juliano Melnick, rechaça algumas queixas de moradores de Cidade Baixa frente ao empreendimento proposto por sua empresa na Rua Lima e Silva, frente ao Shopping Olaria. “Todas as exigências legais dos órgãos públicos foram atendidas”, reforça o empreendedor, ao ressaltar que “a comunidade em geral deve discutir na Câmara Municipal a cidade na qual quer morar”.
Melnick lembra do caso da cidade de Paris. “Acho maravilhosos aqueles prédios no padrão de quatro andares, mas são insalubres e caros. Um apartamento custa mais de 800 mil euros”, destaca. Para ele, esse é um detalhe que deve ser discutido pela população de Porto Alegre, que, segundo Melnick, é a cidade que mais dificulta a construção dentre as maiores do País. Lembra que, no passado, o gestor público optou por demandar hoje o que se segue na cidade, de avançar bairros, ao invés de abrir caminha para outros lugares, com vias expressas, equipamentos urbanos e saneamento.
O empresário enfatiza que a pretensão de seu empreendimento é de “valorizar” a Cidade Baixa. “Discutir a altura de prédios é uma questão de gosto, já que a ocupação do espaço urbano é o mesmo”, explica, salientando que o metro quadrado construído é correspondente e, por sua vez, de moradores, independentes do numero de andares do edifício, conforme determina o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (PDDUA). E ironiza: “Espigão é mais de 50 andares e não 19 como será este, na Lima e Silva”.
Juliano Melnick explica, ainda, que o empreendimento não está embargado. “O que houve foi um probleminha, com uma arvorezinha, quando a máquina estava trabalhando, na construção do estande. Explicamos o acidente para a SMAM, que verificou que a árvore não era o objeto de preservação e, mesmo assim, aumentamos as contrapartidas”, garante. Para a construção do prédio, que vai ter 3.064m², ocupando uma área de 4.400m², 194 apartamentos em 19 andares, a Even Melnick propôs a fornecer mais 60 mudas nativas, sendo 20 plantadas no próprio terreno, criar um túnel-verde com 56 mudas de Ipê ao longo da Lima e Silva e transplantar a Nogueira para a frente de onde se localizará o prédio, numa praça com mais três mudas da mesma espécie. “É normal que as comunidades mobilizadas, como a Cidade Baixa, assim como o Moinhos de Vento, Menino Deus e outros, se contraponham a investimentos como este, mas basta buscar informações corretas para mudar de posição”, sentencia Juliano Melnick, para quem a Cidade Baixa é privilegiada: “o fato de haver vários prédios considerados de ‘interesse cultural’ (tombados) e serem os terrenos, em sua maioria pequenos, empreendimentos de vulto serão raros na região”, finaliza o empresário.
TEXTO EM DESTAQUE
No momento, o terreno localizado na Lima e Silva, em frente ao Shopping Olaria, abriga um estande de vendas, uma garagem e uma Nogueira centenária, que forneceria a alimentação a uma bando de papagaios. Segundo a Fundação Zoobotânica, no entanto, esta espécie é originária da Amazônia, tendo sido solta em Porto Alegre por alguém, tendo se adaptado ao nosso clima. A informação dá conta, ainda, que o grupo de aves recebe alimentação todos os dias no Jardim Botânico.
TEXTO ABAIXO DA FOTO
Juliano Melnick lembra que há controvérsias entre laudos da Prefeitura quanto ao estado de saúde da Nogueira, que estaria apresentando sinais de apodrecimento de suas raízes.
domingo, 14 de junho de 2009
Matéria no jornal Correio do Povo mostra o descontentamento dos moradores do bairro...
Moradores do bairro Cidade Baixa realizaram protesto, neste sábado, em frente ao local onde uma construtora pretende erguer um prédio de 19 andares, 194 apartamentos e 12 lojas. O britânico Phillip White, 47 anos, professor de inglês, coordenador do Cidade Baixa Vive, afirma que, apesar de a obra permanecer embargada por uma serie de problemas, a empresa continua vendendo os imóveis. "É importante que a população saiba que, se concluído, esse projeto irá descaracterizar o bairro, causando prejuízos ao trânsito, aso moradores e ao meio ambiente" enfatizou.
De acordo com White, o empreendimento não deveria ter recebido licença ambiental. "Há uma serie de problemas, como as árvores tombadas que se encontram no terreno." White acrescentou que o Ministério Público deverá propor nos próximos dias o transplante da nogueira-pecã do terreno. No entanto, ele afirma que não existe nenhuma garantia de que a árvore irá sobreviver se passar por esse processo.
Felipe Amaral, 32 anos, ecólogo e integrante da ONG Instituto Biofilia, acredita que a construção vai gerar conforto para poucos e desconforto para a maioria. "O trânsito já é caótico. Se essa obra for adiante, a Cidade Baixa se tornará intransitável. É um bairro que existe para a cidade inteira. Não comporta um empreendimento como esse", observou.
Simone S. Lopes, Correio do Povo, 25/05/2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009

Nesta quarta-feira(11/02/2009), foi inaugurado o Spot na rua Lima e Silva.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Manifestação - 11/02/2009
nesta quarta-feira(11/02), será feita uma manifestação para contrapor o lançamento do SPOT.
à partir das 18hs estaremos lá .
COMPAREÇA!!!
E mostre que a população tem opinião e quer ser ouvida!!!
TODOS NA LUTA!!!
Carol Bastos
domingo, 21 de dezembro de 2008
Entrevistas de Phillip White e Ver. Sofia Cavedon

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Opinião do Leitor
E se fosse no Estaleiro? Se ocorrer o plebiscito com os moradores de Porto Alegre, lembre-se deste filme, pois a Prefeitura deveria indenizar o proprietário e criar um parque público e de acesso irrestrito no Pontal do Mello.
....a prefeitura se quizesse teria como indenizar transformarmando a área do Estaleiro Só, num grande parque público, de reconhecimento internacional, trazendo muitas divisas de turismo, sem necessidade de espigões, sem sombreamentos...
Escrito por: Júlio César Colnaghi Brum
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Cidade Baixa VIVE! e Fórum de Entidades
Santiago, Egon e Phillip , Fundadores do Cidade Baixa VIVE!
MANIFESTO
Além das árvores tombadas, os moradores listam outros “efeitos colaterais”, como a perda da luz do sol nas residências do entorno e um constante congestionamento de carros e pessoas, que vão morar e circular pela área. "Ninguém quer um espigão de 19 andares aqui. Isso vai contra os interesses dos moradores. Nosso patrimônio perderá valor", protesta Philip.O abaixo-assinado dos moradores foi protocolado na Promotoria do Meio Ambiente e na Promotoria Especializada da Habitação e Defesa da Ordem Urbanística. Quatro representantes do grupo foram recebidos pelo promotor Fabio Sbardelloto. "Nosso alvo é conseguir embargar a obra até que todos os itens estejam esclarecidos e discutidos”, ao anunciar que “outras assinaturas serão juntadas, até porque o protesto está sendo muito bem recebido pelo público a respeito deste caso”.
Fonte: http://www.cidebaixavive.com.br/
Cidade Baixa VIVE!
Com o movimento formado e oficializado, então foi feito um abaixo assinado mais elaborado, criamos também um site com o abaixo assinado (http://www.cidadebaixavive.com.br/), e mais pessoas se engajaram no movimento para barrar essa construção.
Após o termino das eleições municipais a construtora recomeçou a construção do showroom do SPOT, e já fizeram contra propostas para que nos calássemos, ofereceram um túnel verde na Lima e Silva e outro na rua Alberto Torres, mas isso é inviável pois as calçadas dessas ruas medem por volta de 1m50cm, portanto não teria espaço para efetuar essas promessas. A questão que mais nos mobiliza é o fato de que 19 andares não é suportado pela região, além é claro da árvore centenária que tem no terreno e todas as outras questões que já estão expostas nesse blog.
Portanto aqui fica um recado para a construtora, é melhor que se encontre uma outra proposta pois o movimento não se cala apenas com um gesto de "gentileza", queremos ser ouvidos, queremos o Estudo de Impacto de Vizinhança, que até agora não foi entregue, queremos o Estudo de Impacto Ambiental, que também não foi entregue, e queremos diminuir a metragem da edificação, e até que sejamos ouvidos e entendidos faremos com que o resto da população ouça o que temos a dizer.
No inicio da caminhada contra esse empreendimento, fizemos um ato para colher assinaturas na feira do Largo Zumbi dos Palmares, e dentre várias pessoas que assinavam teve uma que se destacou, ela dizia:
"Vou assinar pois meu marido comprou um apartamento neste edifício contra o meu gosto, e acho que de fato a Cidade Baixa não comporta essa construção, e mais eu adoro quando os papagaios passam pela minha janela no fim de tarde a caminho do terreno".
Vejam, as pessoas não fazem ideia do impacto que tem esse SPOT em nosso bairro, o consumismo ultrapassa as barreiras do bom senso. Quando se sentires tentando por um apartamento lindo de 3 dorm, playground, garagem, segurança, 83m2 , bem localizado, supermercado perto, em um bairro que tem os principais bancos do país, no bairro mais "baladeiro da cidade", perto do centro e do maior e mais arborizado parque da cidade,e tudo isso por uma bagatela de meio milhão de reias.
No entanto, lembre que quando você sair de seu apartamento, com seu carro , vai enfrentar engarrafamento na rua Lima e Silva, na rua João Pessoa , na Perimetral e na rua José do Patrocínio, mas fique tranquilo quando voltares vai estar tudo no mesmo lugar(inclusive o engarrafamento). Na Sexta-Feira quando você quiser ir ao supermercado comprar aquela cervejinha amiga e uma carne pra fazer no churrasco de fim de semana, lembre que todos os moradores do bairro terão a mesma idéia que você e exatamente no mesmo horário, prepare-se vai ser uma aventura e tanto, só diversão..
Portanto pense bem pois nem tudo que reluz é ouro.
Adoro o bairro onde moro, mas o desenvolvimento sem planejamento não é bom em lugar algum.
Caroline Bastos
Pontal do Estaleiro



quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Matéria publicada no jornal JÁ
Cláudia Viegas, AmbienteJÁ,
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre (Smam) ainda não tem o laudo sobre a situação de sanidade vegetal no terreno onde a construtora Melnick pretende erguer um condomínio com 196 unidades, distribuídas em 19 andares, na Rua Lima e Silva, 777, Cidade Baixa. A informação foi dada nesta quarta-feira (22/10) pelo supervisor de Meio Ambiente da Smam Maurício Fernandes.
De acordo com ele, os empreendedores cortaram duas árvores sem autorização – um limoeiro, considerado árvore frutífera exótica, de relevância doméstica, e uma palmeira areca, sendo esta última protegida de corte pelo Decreto Municipal 6269/1977. “Em função disto, a empresa foi autuada”, explicou, acrescentando não saber o valor da multa e que “o recurso administrativo ainda não foi julgado”. Fernandes informou que, para a Smam, os empreendedores disseram terem sido “acidentais” os cortes. Após estas infrações, a obra foi suspensa, e também porque há no local uma nogueira-pecã protegida pelo mesmo decreto municipal.
“Regular estado”
A nogueira, aliás, é um dos fatores que está mobilizando moradores das imediações a realizarem sistemáticos protestos contra a obra. No domingo (19/10), eles se reuniram em frente ao local e anexaram uma faixa onde inscreveram seu pedido de “respeite o meio ambiente”.
Por meio do movimento Cidade Baixa Vive, criado no último dia 15, os moradores entregaram ao Ministério Público do Estado mais 111 assinaturas contra o chamado “espigão da Lima e Silva”, agora totalizando 152 adesões de moradores. No domingo (19/10), eles mostraram uma planta feita em AutoCAD pelo arquiteto Cristiano Illanes, a qual projeta a sombra da obra sobre terrenos das imediações em diversos horários do dia. Às 16h30min, por exemplo, a sombra do prédio de 19 andares tomará um espaço que se estende por duas quadras além da Rua Lima e Silva, chegando à José do Patrocínio e atingindo principalmente a Rua Alberto Torres. Às 17h, a mesma sombra ultrapassa a Rua Venâncio Aires.
Os moradores temem pelos efeitos sobre a saúde e as condições de suas residências, que poderão ficar úmidas e insalubres. Eles também estão preocupados com o adensamento urbano. Conforme estimativa de alguns, 196 unidades implicarão cerca de 600 pessoas a mais morando no bairro, “o que é como colocar uma cidade do Interior aqui na Cidade Baixa”, assinalou o chargista Santiago, também residente no bairro.
Fernandes, da Smam, revelou que, há mais ou menos dois anos, a Secretaria recebeu da Melnick um laudo, assinado por engenheiro agrônomo contratado pelo empreendedor onde está atestado “regular estado fitossanitário” da vegetação do terreno. Questionado sobre o significado de “regular”, ele respondeu que “não é bom nem ruim, indica que a vegetação está indo para uma situação ruim”. “A comunidade diz que a árvore está bem, mas isto ainda não foi avaliado pelos nossos técnicos”, afirmou Fernandes.
No domingo (19/10), uma foto obtida por moradores mostra a nogueira ao fundo do terreno, atrás do tapume, com a copa coberta por folhas. Para a Smam, contudo, de acordo com Maurício, “o empreendedor alega que a árvore está perecendo”. Já para os moradores, uma das evidências da situação oposta é que a árvore abriga papagaios que se deslocam para lá desde o Parque Farroupilha.
Frustração
Na quinta-feira (15/10), em audiência realizada na Promotoria do Meio Ambiente, os moradores saíram frustrados ao tentarem negociar a redução da altura do prédio com os empreendedores. Segundo o coordenador do movimento Cidade Baixa Vive, Philip de Lacy White, as reivindicações dos moradores não foram bem recebidas pela promotora Dra. Sandra Santos Segura. “Ela nos deu a entender que nossa causa foi perdida”, lamentou White.
Plano Diretor
A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Planejamento do município informou que o processo do empreendimento da Melnick “tramitou normalmente na SPM” e que a altura de 52 metros, correspondente a 18 ou 19 andares, está dentro do permitido pelo Plano Diretor da Capital para construção na Cidade Baixa. “Por estar de acordo com o Plano Diretor, o projeto foi direto para a Smov [Secretaria Municipal de Obras], não necessitando análise da SPM”, informou a Assessoria, acrescentando que não foi exigido o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV, Lei Federal 10.257/2000) por não ter sido ainda regulamentado o mesmo em nível municipal.
“Estamos em vias de implementação do EIV municipal, por meio de um projeto de Lei do Executivo que deverá ser encaminhado como parte das mudanças do Plano Diretor”, informou a Assessoria da SPM. Se estivesse em vigor na cidade, o EIV contemplaria questões como o adensamento populacional e a geração de tráfego, previstos, entre outros itens, no artigo 37 da Lei 10.257/2000.
A Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Obras e Viação foi contatada pela reportagem do AmbienteJÁ para esclarecer os trâmites do empreendimento da Melnick na Smov, porém não deu retorno.
Empreendedor
O gerente de Incorporações da Melnick, Marcos Colvero, informou que “o projeto foi aprovado pela Smov e entrou na Smam já com laudos de cobertura vegetal”. De acordo com ele, “a Smam deu parecer favorável à supressão de vegetação com compensação”. “Para nós, os vegetais não passaram despercebidos, foram vistoriados por nossos técnicos e também pela Smam”. “Todos os laudos atestam que a condição fitossanitária está comprometida”, assinalou Colvero, acrescentando que “a nogueira apresenta problemas de infiltração que leva à necrose”. O Decreto 6269/77, no entanto, atribui à Prefeitura e aos moradores a obrigação de zelar pelos vegetais protegidos.
O engenheiro da Melnick informou que a empresa propôs como compensação ao corte da árvore a construção de uma praça aberta ao público em frente ao empreendimento, além de um “túnel verde” que se estenderia por duas quadras, desde a esquina da Rua Luiz Afonso com Lima e Silva até a esquina desta com a Joaquim Nabuco, passando pelas esquinas da Otávio Correa e Lopo Gonçalves. A Smam informou que ainda não analisou as alternativas de compensação.
O movimento Cidade Baixa Vive criou o e-mail cidade.baixa.vive@gmail.com para manifestações de interessados na discussão dos fatos envolvendo o empreendimento.
Mais notícias acesse : http://www.jornalja.com.br/
domingo, 19 de outubro de 2008
Mais um ato público do Cidade Baixa VIVE, bem sucedido.
Neste domingo(19/10/2008) às 17hs, foi realizado mais um motirão dos moradores do entorno do terreno em que a construtora Melnick pretende levantar uma torre de 19 andares. Foram colhidas assinaturas para que a opinião pública seja levada ao Ministério Público, e mais uma vez divulgamos a falta de responsabilidade por parte da prefeitura atual, com os moradores do bairro, sendo omissos à uma construção que traz impactos significativos aos moradores e frequentadores da Cidade Baixa.
A população, em sua grande maioria, não aceita que este "mega-empreendimento" da especulação imobiliária, seja concluído. Reconhecem que de fato o trânsito ficará mais congestionado, que a iluminação solar ficará prejudicada, e o mais importante, não admite que a vizinhança seja desrespeitada e tenha que admitir essa obra sem o mínimo de consulta popular, e sem a apresentação do estudo de impacto de vizinhança.
Nosso abaixo assinado já soma por volta de 350 assinaturas, e isso demonstra que o povo quer ser ouvido e tem nesse movimento o seu espaço de participação e revindicação .
Parabéns aos integrantes do Cidade Baixa VIVE, Santiago, Dulce, Beto, Sofia, Egon, Philip, Olga, Liege e a todos os moradores que contribuem para fortalecer essa grande luta, a participação popular dá sentido ao movimento.
Todos na Luta
Caroline Bastos
Visita ao MP.
Nós, representantes do Movimento Cidade baixa Vive, fomos recebidos pelo Ministério Publico do meio ambiente.
A reunião teve o objetivo de chegar a um acordo entre as partes, sendo os representantes do Movimento e um engenheiro e advogado, representantes da empresa Melnik.
Solicitamos a preservação das árvores e a diminuição da altura do prédio.
A Empresa negou todas as nossas propostas, falando em compensações vagas. Na conversa, apareceu compensações financeiras para os moradores afetados pela sombra do edifício.
A SMAM não liberou o corte da Nogueira que há no terreno, tombada pelo decreto Numero 6269, esperando uma avaliação do estado da árvore que será feito pela própria SMAM, mas permitiu a corte de uma árvore do mesmo porte da Nogueira, pois esta morreria com o tempo por causa da sombra que o edifício faria para este vegetal .Como fica a vida dos moradores que vivem na sombra deste edifício?
Enquanto a legislação Federal que exige estudos do impacto de vizinhança e meio ambiente não estão aplicados aqui, considerações como a perda da luz do sol, privacidade, umidade, entre outros, não vão ser tratados como questões relevantes.
Philip de Lacy White
Integrante do Cidade Baixa VIVE!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Promotoria recebe moradores da Cidade Baixa
PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 13 DE OUTUBRO DE 2008
Promotoria recebe o Cidade Baixa
Às 15h30min de quarta-feira, o Movimento Cidade Baixa Vive terá audiência com a Promotoria do Meio Ambiente para tratar da preservação patrimonial, cultural e ambiental do bairro, ameaçada pela construção de edifício de 19 andares na rua Lima e Silva. O movimento já conseguiu embargar, junto à Smam, a edificação de apartamento que serviria de showroom e impedir corte de uma nogueira pecan no local. De acordo com a vereadora Sofia Cavedon, do PT, também participante do grupo, o terreno da obra situa-se onde funcionava um posto de gasolina. 'É um local contaminado', assevera. Ela afirma que, se concluída, a construção será a mais alta do bairro e produzirá sério impacto em iluminação solar, paisagem e trânsito. Os participantes do Cidade Baixa Vive apontam a falta de regulamentação do Estatuto da Cidade em Porto Alegre. Conforme Cavedon, aguarda-se o encaminhamento de projeto do Executivo para disciplinar essas questões. O estatuto vigora desde outubro de 2001.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Nota do Blog da Vereadora Sofia Cavedon

Matéria publicada no Blog EcoAgência
Moradores do bairro Cidade Baixa protocolaram ontem (6/10) junto ao Ministério Público do Estado um abaixo-assinado com mais de 40 assinaturas solicitando providências quanto à construção de um empreendimento residencial na rua Lima e Silva. A obra de 19 andares foi suspensa pela Secretaria de Meio Ambiente de Porto Alegre (Smam) desde o dia 24 de setembro. É que no local há árvores tombadas pelo Decreto Municipal 6269/77, em especial uma nogueira (no número 777), que não podem ser derrubadas, “e que até o ano passado não apresentava sinais de comprometimento”, destaca o texto do abaixo-assinado dos moradores do bairro. “Estamos requerendo o urgente embargo destas obras e a abertura de Inquérito Civil Público”, afirma o morador e professor Philip de Lacy White, que encabeça o movimento contra o chamado espigão da Cidade Baixa.De acordo com a Assessoria de Imprensa da Smam, que suspendeu a construção, a empresa deverá mudar o projeto a partir da análise técnica de três laudos apresentados por biólogos contatados pela construtora. “Por enquanto estamos em compasso de espera”, diz a Assessoria.Além das árvores tombadas, os moradores listam outros “efeitos colaterais”, como a perda da luz do sol nas residências do entorno e um constante congestionamento de carros e pessoas, que vão morar e circular pela área. "Ninguém quer um espigão de 19 andares aqui. Isso vai contra os interesses dos moradores. Nosso patrimônio perderá valor", protesta Philip.O abaixo-assinado dos moradores foi protocolado na Promotoria do Meio Ambiente e na Promotoria Especializada da Habitação e Defesa da Ordem Urbanística. Quatro representantes do grupo foram recebidos pelo promotor Fabio Sbardelloto. "Nosso alvo é conseguir embargar a obra até que todos os itens estejam esclarecidos e discutidos”, ao anunciar que “outras assinaturas serão juntadas, até porque o protesto está sendo muito bem recebido pelo público a respeito deste caso”.
O abaixo-assinado
Dirige-se este abaixo-assinado às autoridades fiscalizadoras dos interesses difusos no Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul, diante do projeto de construção, em fase inicial, de edifício com duas torres e 19 andares em cada uma delas, na Rua Lima e Silva, 777, Cidade Baixa, em Porto Alegre:
(1) a construção indicada causa irreparável impacto de vizinhança nos quarteirões próximos devido a colocar em risco a saúde, a segurança e a integridade física de moradores e suas famílias e a integridade de suas propriedades;
(2) elimina a fauna e a flora preservadas por Decreto Municipal no local (Dec. 6269 de 1977);
(3) não foi apresentado pelo Município o Estudo de Impacto de Vizinhança determinado por legislação federal;
(4) não foi apresentado o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) aos moradores;
(5) a licença ambiental para a obra é inexistente ou irregular diante da legislação envolvida e do dano de vizinhança e ambiental em questão;
(6) a construção apresentará peso muito superior ao possível de ser suportado pelas características geológicas do local, onde há lençol freático nas imediações e construções recentes já causaram comprometimento da estrutura de outros prédios (como ocorreu como o Ed. 58 da Rua Alberto Torres);
(7) existe posto de gasolina antigo no terreno em construção com desativação de suas instalações sem o procedimento de segurança determinado e sem registro de fiscalização da Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental), o que pode causar risco de explosão, emissão de gases e/ou vapores tóxicos derivados de hidrocarbonetos aromáticos, e contaminação da água;(8) a construção impedirá os demais moradores do quarteirão de receberem iluminação solar;
(9) no local da construção, há árvores tombadas pelo Dec. Municipal 6269/77, em especial a nogueira do número 777, que não podem ser derrubadas, e que até o ano passado não apresentava sinais de comprometimento;
(10) a operação do empreendimento implicará significativo aumento no fluxo de trânsito de veículos e pedestres em área onde sequer está sendo possível trafegarem carros ou pedestres caminharem após determinados horários;
(11) segundo relato de moradores, já existe problemas de pressão hidráulica no abastecimento de água, mesmo ao nível térreo;
(12) segundo relato de moradores entre os firmatários, já existem problemas com a energia elétrica privada e pública nesta área e graves problemas de vazão de água quando chove, envolvendo esgotos;
(13) novas construções recentes bem mais modestas em suas dimensões já causaram danos a vários prédios nesta área, comprometendo suas estruturas.
Foto: Papagaios no inverno (Philip de Lacy White)
Por Adriane Bertoglio Rodrigues, especial para a EcoAgência de Notícias Ambientais.
Reprodução autorizada, citando-se a fonte.














