sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O Museu de Horrores da arquitetura paulista, por Andre Araujo


Que tal a abertura de um “MUSEU DOS HORRORES DA ARQUITETURA PAULISTA” ? Com fotos, maquetes e audio-visuais mostrando coisas pavorosas não só em construções populares mas em mansões nos Jardins que parecem bingos ou churrascarias. O mau gosto em São Paulo deveria ser matéria de tese de todas as Escolas de Arquitetura do mundo. Não há ideia da preservação da memória social da grande metropole, o mau gosto virou hobby.

Magnificos palacetes, expressões de épocas importantes da cidade, são arrasados em 48 horas para se criar no lugar verdadeiro lixo arquitetonio, grande parte assinados pelos mesmos arquitetos do estilo “bingo-churrascaria” e que circulam pelas colunas sociais. Todo mundo sabe quem são e me dá uma vontade enorme de fazer a lista.

Enquanto Buenos Aires (em primeirissimo lugar) e Rio de Janeiro tem vocação para restaurar e recuperar areas e edificios, por isso que são cidades bonitas, criando soluções magnificas como Puerto Madero (em BA), o bairro da Urca, uma joia arquitetonica, o lindo prédio da Sul América (anos 20) recem recuperado no centro do Rio, São Paulo simplesmente abandona seu patrimonio e suas areas e vai migrando, primeiro foi o Centro Velho abandonado, aonde prédios históricos como o do Banco Comercial do Estado de S.Paulo e do Banco Francês e Italiano foram transformados em algo parecido com fliperamas bancários, uma adaptação de interiores de extraordinário mau gosto, sem um centimetro recuperado da majestosa decoração anterior, dai migrou-se para o Centro Novo (Barão de Itapetininga), logo depois abandonado, depois Av. Paulista, que já entrou em fase de deterioração, depois Vila Olimpia, com pardieiros comerciais de aluminio e vidro em ruelas estreitas aonde haviam antes botecos e borracharias (alguns continuam lá), tudo sem nenhum sentido de planejamento, de urbanismo, de elementar gosto arquitetonico, tudo muito feio, depressivo, horroroso, sem plantas, sem cores, sem jardins, uma aula de mau urbanismo para o mundo inteiro ver, agora o novo centro da moda é Marginal do Rio Pinheiros, entre a Juscelino e a Nações Unidas, aonde uma arquitetura que nada tem a ver com Brasil, inspirada nos ventos gelados de Chicago, ergue predios de 40 andares que precisam de luz articial mesmo que fora haja sol a pino lá fora, que não tem qualquer sentido ecologico, miram pelas paredes de vidro o imundo Rio Pinheiros, existe cena mais dantesca? Emabixo não tem nada que relacione o prédio à cidade, a unica arvore que pode aparecer no saguão é a de Natal, ainda ssim artificial.

Colocar tudo isso a débito de uma elite paulistana que não tem qualquer interesse na cidade, que a deixa degradar, que prefere morar em condominios fechados a 30 kms a recuperar sua cidade.

São Paulo foi o berço da FAU, foi a terra de Ramos de Azevedo e de Prestes Maia, mas perdeu a noção de vida urbana. A Av.Tiradentes entra a Marginal e o Vale do Anhangabau parece bombardeada, Berlim em 1945, tudo deteriorado, lixo, buracos nas calçadas, prédios abandonados há décadas (o da Cia.Nacional de Tecidos, enorme, um escombro enegrecido e apodrecido), edificios de 30 andares, como o Brasilar, um São Vito comercial, não há interesse nem do poder publico (aonde está a EMURB?) e nem dos particulares que fazem a sujeira, do Anhangabu até o tunel Nove de Julho, tudo pichado e quebrado, abandono de pós guerra, começa a melhorar após o tunel.

A magnifica casa do ex-Governador Abreu Sodré na Rua Luxemburgo, no coração do Jardim Europa, em estilo frances primoroso, foi comprada recentemente por algum sucateiro e demolida sem piedade, aonde está o Condephat?), o mau gosto é democratico, da classe A à classe C, não se ve uma floreira, um gesto de simpatia com o entorno, com a vizinhança, com o bairro.

É nesse contexto de campo de concentração urbano que se constroem agora esses paliteiros de 200 apartamentos, no mesmo figurino de péssimo gosto no projeto arquitetonico, na falta de vegetação para amenizar a dureza do concreto, na falta de minimos equipamentos que custariam frações do valor da obra e dariam algum ar de humanidade no entorno dessas futuros cortiços verticais.

Prefeitura, Camara, construtoras, habitantes, todos tem parte da culpa, moram em uma cidade aonde ninguem cuida, só pode virar um imenso cortiço, agora potencializafo pelo crédito imobiliário.

Depois esses mesmos caboclões ricos ou remediados vão a Paris e acham uma linda cidade,pelos seus predios de 400 anos muito bem conservados, pelo verde cuidadosamente mantido, pelas calçadas caprichadas e pelo urbanismo organizado.


FONTE: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/29/o-museu-de-horrorer-da-arquitetura-paulista/

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Vídeo do POA em Movimento






A ONG POA em Movimento produziu esse vídeo em repúdio ao SPOT Lima e Silva.
As gravações foram realizadas na manifestação de 1 ano do Movimento Cidade Baixa Vive, no dia 19/09/2009.

Veja o blog do Leonel Braz, o responsável pelo vídeo:

http://leonelbraz.blogspot.com/

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Lima e Silva Fechada




Nesta quinta-feira o jornalista Jorge Correa flagrou por volta das 7h30min, a movimentação das máquinas para o início da construção do Spot Lima e Silva.

A via ficou completamente bloqueada, e nem a EPTC nem a Brigada Militar interviram.

Veja a matéria completa no blog do Jorge Correa

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ato contra o SPOT lima e silva



Nesta sexta-feira(09/10) às 18:00hs, o Movimento Cidade Baixa

VIVE vai realizar o funeral das árvores derrubadas.




Em frente ao SPOT da Lima e Silva

Venha de preto e traga sua vela


Quando: sexta-feira (09/10)


às 18:00hs


Onde: SPOT da Lima e Silva






Participe!

Descaso derruba arvore



Nesta terça-feira (06/10), a construtora Melnick Even fez o corte das árvores situadas no terreno onde pretende construir o SPOT da Lima e Silva. 
Por volta das 07h00min começou a remoção das espécies inclusive a Nogueira Pecã, através de guindastes foi retirada a arvore tombada pelo patrimônio ambiental, espécie centenária que ao menos exigiria a presença de técnicos da SMAM vistoriando a remoção.

O descaso frente a derrubada das arvores do terreno e principalmente a Nogueira, arvore tombada que não pode ser removida muito menos sem a vistoria técnica, revoltou os moradores e frequentadores do bairro Cidade Baixa.


Moradores e ambientalistas acompanharam o transplante da nogueira durante todo o dia 06/10, e foi notável o despreparo dos funcionários na remoção. As raízes foram cortadas muito curtas, foi realizada uma poda totalmente sem critérios. O transplante realizado ao lado do showroom do SPOT Lima e Silva, mostra a arvore completamente sem sustentação subterrânea. Biólogos presentes no local destacavam, "Essa arvore não sobrevive após o transplante".


Mas de nada adiantou apresentar ao MP os relatórios ambientais que diziam que a remoção era predatória, a secretária do meio ambiente, órgão que deveria ser a favor do meio ambiente, deu parecer favorável à remoção. A placa que mostra a autorização da remoção, por lei deveria estar em local de fácil acesso a população, e foi colocada dentro do terreno da construtora, e quando fomos olhar a placa, os seguranças nos retiraram do local alegando que ali é terreno particular, portanto não podemos entrar.


O senhor Melnick diz que está aberto ao diálogo, agora que já derrubou a arvore tombada.
Existe a suspeita de que o empreendimento seja uma grande derrota pra construtora, pois nem 50% dos apartamentos foram vendidos, e mais, é possível que o projeto tenha sido modificado, e que ao invés de 19 andares, agora seriam 15 andares. 
Será que o senhor Melnick não sabe fazer a política da boa vizinhança, e já que decidiriam mudar o projeto não poderiam fazer uma demagogia com os moradores, dizendo:
"Olhem eu quero mudar o projeto, diminuir o tamanho do prédio, isso ta bom pra vocês?". Mas não, nem pra isso ele nos procurou, e agora diz que quer dialogar...
A quem se está enganando???



No início de nossos manifestos contra essa obra, o senhor Melnick propôs a arborização da Rua Lima e Silva e Alberto Torres, fazendo um túnel verde nas ruas. Agora digam, frequentadores e moradores do bairro, nessas calçadas estreitas, onde mal podemos transitar, como seriam plantadas essas arvores? Da mesma forma como foi transplantada a Nogueira Pecã, quase sem raízes???



É lamentável ver o meio ambiente pagando preços altos, a favor do desenvolvimento meramente capitalista, sem visualizar o bem da população.

O Movimento Cidade Baixa VIVE, continuará sua luta contra essa construção e contra o que possa afetar de forma negativa nosso bairro.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Estudo da sombra


Em estudo realizado pelo Arquiteto Vinicius Vieira, foi possível projetar a sombra que o Espigão pode gerar aos terrenos lindeiros a obra.
A sombra causada pela edificação, será sentida por todo bairro.







Cristian Illanes, arquiteto, também realizou estudos sobre a sombra e mostra no mapa.


Durante a manhã, a sombra ultrapassa a rua José do Patrocinio,
                                                 

8:30


10:30


Podendo chegar até a avenida Venâncio Aires durante a tarde


14:30

 
 16:30


Clique nas imagens para ampliar



sábado, 19 de setembro de 2009

Cidade Baixa Vive, 1 ano de Luta...



 
O movimento Cidade Baixa Vive fez deste sábado ensolarado, mais um dia de manifestação contra a construção projetada para a rua Lima e Silva.

Muitos moradores dos arredores e frequentadores da Cidade Baixa, trouxeram seu apoio e descontentamento com a possibilidade da obra.
Nessas manifestações é notável a preocupação da população com o empreendimento.
O trânsito é lento diariamente, e pode piorar.
Durante as chuvas, os alagamentos pelas ruas são frequentes, e pode piorar.
A população está ciente do impacto que a construção teria no bairro, e é contra este empreendimento.

O transplante de Nogueira Pecã que foi liberado pelo SMAM, é inviavel, a árvore não aguentaria a remoção.
Nos estudos realizados, a sombra que o edificio pode gerar é constante. A qualquer hora do dia uma parte do bairro estaria sem sol.



Alguns moradores favoráveis a obra falam sobre o desenvolvimento do bairro, mas que preço temos que pagar para nos desenvolvermos?

Neste sábado o Cidade Baixa Vive completou um ano de lutas, e com o objetivo de barrar esses 19 andares de problemas continuaremos mostrando a população os impactos da obra.
 

 

Pedras no Caminho



Foto:Walter Karwatzki


Neste sábado(19/09), durante a manifestação contra o Espigão da Lima e Silva. A pintora paisagista Ena Lautert, instalou parte de sua exposição Corpos Oceânicos Pinturas e Pedras. Simbolizando a proteção da natureza, trouxe sua arte em papel mache para contribuir com os moradores da Cidade Baixa.

Ena Lautert, aos 85 anos nos abrilhanta com sua obra e com vitaldade mostra sua opinião e diz Não ao ESPIGÃO.


            Obrigado

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Manifestação dia 19/09


  •     Em repúdio a liberação da remoção das árvores no terreno onde se pretende construir o espigão de 19 andares.

  • O Movimento Cidade Baixa Vive realizará uma manifestação pacifica contra a construção, em frente ao terreno na rua Lima e Silva.

  • TRAGA SEU APITO, PANELA, CARTAZ, FAIXA E VENHA MOSTRAR A SUA OPINÃO

  • DIA:19/09/2009

  • HORA: 16 HORAS

  • ONDE: Rua Lima e SIlva próximo ao nº 777.
NÃO AO ESPIGÃO!!!! 


Liberação de Remoção

Nesta terça-feira(15/09), foi publicado na Zero Hora a liberação por parte da Secretária Municipal do Meio Ambiente(SMAM) para a remoção vegetal do terreno. Ou seja, a Nogueira Pecã tombada pelo Decreto Municipal 6269/77 pode ser retirada de seu local original.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Dia 23 de Agosto DIGA NÃO AO PONTAL!!!

No dia 1° de Agosto de 2009, foi produzido o vídeo com depoimentos contra o Pontal do Estaleiro.

Gravado no Gasômetro em Porto Alegre, declara com qualidade a opinião da população.

NÃO!NÃO!NÃO! AO PONTAL!

Produzido por: Casa de Cinema

Direção: Carlos Gerbase

Fonte: http://agapan.blogspot.com/

quinta-feira, 30 de julho de 2009

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Santiago é "convidado a se retirar" da revista do CREA-RS



Desde 1986, o grande chargista Santiago tinha seus desenhos publicados na revista do CREA-RS(Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Rio Grande do Sul). Após tanto tempo de parceria, Santiago foi convidado a se retirar da revista. Seria devido suas criticas duras que vão de encontro aos interesses da entidade?
Recentemente, Santiago vem participado de maneira expressiva ao lado de ambientalistas, contra grandes empreendimentos previstos por empreiteiras, como o Pontal e o Espigão.
Sempre com sua opinião firme contra o impacto que essas construções trazem para os cidadãos.

Quem ocupará seu lugar é o Marco Aurélio, da ZERO HORA. É provável que o presidente do CREA-RS, Eng. Civil Luiz Alcides Capoani, acredite que a entidade terá mais espaço no jornal da RBS tendo o "cartunista" em sua revista.

Partindo desse pressuposto então me pergunto, será que o Movimento Cidade Baixa VIVE não teria mais espaço na ZERO HORA, se convidássemos o "cartunista" Marco Aurélio para abrilhantar com seus traços nosso blog e nossos panfletos. Pois ideais nós temos, agora só falta Marco Aurélio para emplacarmos no jornal de maior circulação do estado...

É lamentável tal decisão por parte do CREA-RS, que pelo que indica sua postura, nega o direito aos seus leitores do contraditório em sua revista.


Eduardo Menezes:

“A demissão de Santiago pode parecer quase irrelevante, não fosse o contexto obscurantista em que os interesses econômicos cassam as vozes divergentes. Faz companhia ao Santiago, o jornalista Wladimir Ungaretti, impedido de emitir opiniões ou críticas àquilo que é produzido pelo jornal do P-RBS. Também blogueiros processados por lumpens que vivem de patrocínio estatal e escritores de quinta categoria. Ora, o Rio Grande do Sul é dominado basicamente por dois setores da economia, pelos ruralistas no campo e pelas empreiteiras na cidade. Ambos garantiram ainda no período da ditadura militar, o monopólio midiático na Região Sul, de modo, que a construção de qualquer discurso público seja antes filtrado por seus pareceres e opiniões”.


Kayser:

"O CREA-RS está trocando Chico Buarque por Tiririca".



Manifeste sua opinião: profissionais do "em dia" com o CREA-RS>http://www.crea-rs.org.br/ouvidoria/Manifestacao.asp

ou pelo telefone da ouvidoria: 0800 644 2100

cidadãos> pelo e-mail: revista@crea-rs.org.br


Escrito por: Caroline Bastos


fontes: http://rsurgente.opsblog.org/

http://blogdokayser.blogspot.com/

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Resposta ao Artigo do jornal da João Pessoa

Na edição de janeiro/fevereiro, o gerente comercial da Melnick Even garantiu, em respeito da sua proposta de um empreendimento de 19 andares na Rua General Lima e Silva, na Cidade Baixa, que está cumprindo as leis. Tecnicamente, sim, está, mas a questão tem outras considerações mais profundas, como o lençol freático, um aumento enorme de fluxo do transito numa rua já muito congestionada, problemas de esgoto e problemas de saúde para quem mora ao redor (o sombreamento vai atingir até Rua Venâncio Ares).

Estas questões estão mais salientes por causa da falta de estudo de impacto da vizinhança e do ambiente que, apesar de ser uma lei federal desde 2004, ainda não foram aplicadas pela municipalidade de Porto Alegre, cujo fato deve ser perguntado pelo todos os cidadãos de Porto Alegre: “Quais são os motivos de tanto desinteresse na parte dos vereadores do Porto Alegre para não aplicar estes leis federais aqui?”. Deve ser lembrado também que, enquanto estas leis fiquem fora da legislação municipal, nenhum cidadão está seguro em respeito de direito de luz, privacidade, entre várias outras considerações. A bela vista prometida pelo um grande empreendedor pode ser facilmente comprometido pelo um outro que resolve construir bem no teu lado. Isto está acontecendo com cada vez mais freqüência. Quando um membro da equipe da Melnick foi questionado sobre a aplicação do estudo de Impacto de Vizinhança, disse que iria cumprir qualquer limitação de construção resultante, com prazer.

Estas leis federais foram formuladas para oferecer proteção para todos os cidadãos para garantir consistência na qualidade de vida, mas o problema mais agudo para Melnick, alem do ‘probleminha’ duma espécie de palmeira tombada que foi acidentalmente derrubada, é a questão de uma árvore centenária da espécie Nogueira Peca, que foi tombada pelo decreto numero 6269 em 1977´. A única maneira para um ‘destombamento’ acontecer é se uma arvore tombada está com sinais de doença ou se sua remoção estiver nos interesses públicos. Este empreendimento vem do setor PRIVADO.

A empresa Melnick forneceu seu próprio estudo da arvore Nogueira, alegando que estava com sérios problemas de saúde. O movimento ‘Cidade Baixa Vive’ pediu para a SMAM fazer seu próprio laudo com seus biólogos. Resultado: Todas as árvores no terreno da construtora foram encontradas em estado de plena saúde, isto acrescentado na vistoria feito pelo biólogo,Evandro César Bergel.

Foi proposta pela Melnick um transplantação da Nogueira na reunião do dia 23 de dezembro de 2008 com o Ministério Público, onde o representante da SMAM disse que com uma arvore centenária, como a Nogueira, não tinha garantia nenhuma de sua sobrevivência, considerando sua idade e porte e que uma transplantação com estes fatores nunca foi feito antes. Alem disso, o relatório de vistoria preparado pelo Biólogo, Evandro César Bergel, e apresentado dia 11 de dezembro para O Promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, também escreveu, “Para fora do terreno não é viável, devido ao tamanho da árvore”, e também, “O transplante para outro lugar dentro do terreno exigiria muito cuidado técnico, o que não garantiria a sobrevivência da árvore. Não se tem conhecimento de transplante de exemplares adultos desta espécie no Rio Grande do Sul, de modo que não há elementos para se fazer um prognóstico com relação ao êxito de eventual transplante. Ainda que a árvore sobreviva, as podas de raízes, provavelmente necessárias para o transplante, poderiam causar um aumento dos problemas fitos sanitários”.

Considerando estes fatores, seria muito irresponsável para o Ministério publico aceitar qualquer proposta do Melnick para um transplante.
Juliano Melnick disse que eles querem ‘colaborar com a qualidade de vida do bairro’. É preciso lembrar que representantes da Melnick fizeram visitas de casa em casa nas ruas Alberto Torres e Luis Alfonso, propondo a compra das casas. O que foi falado para um proprietário foi o seguinte: ‘Seria melhor vender sua casa para nos, porque, quando nosso empreendimento estiver completo, sua casa vai ficar na sombra e vai criar mofo e vai ser difícil vender depois’.

Juliano Melnick acrescentou que, em consideração do fato que existe vários prédios considerados de ‘interesse cultural na região, empreendimentos de vulto serão raros’, mas isto não impediu representantes do Melnick fazer estas propostas de compra de casas listadas. Se empreendimentos de vulto serão raros, seria prudente a ficar de olho nas áreas ocupadas pelo Olaria (shopping do cinema Guion), Zaffari e do bar ‘Pingüim’, todos na Rua Gen. Lima e Silva.

Ele fez referencia aos prédios ‘maravilhosos’ do Paris de quatro andares mas, no mesmo tempo, condenou-os como ‘insalubres e caros’ e ainda destacou que este ‘detalhe’, “deve ser discutido pela população de Porto Alegre”. Alem de condenar a maioria dos prédios do paris, está condenando todos os países europeus que tem, em sua maioria, prédios deste comporto. Ele lamenta que Porto Alegre, “seja a cidade que mais dificulta a construção dentre as maiores do País”. Mas podemos recolocar isto e dizer que ‘Graças a Deus’, Porto Alegre é uma das cidades cuja sua população tem a consciência acordada’.

Dentro da hipótese do Sr. Juliano, o que seria o ideal para o futuro de Porto Alegre? Uma floresta de espigões? – Mas agora foi lembrado, O Sr. Melnick corrigiu nossa definição: “ Espigão é mais de 50 andares e não 19 como serão este, na Lima e Silva”. Talvez ele prefira chamar seu empreendimento apenas de ‘espiga’ ou ‘espiguinha’ . Para quem mora em casas de dois andares na vizinhança, a definição desta palavra popular é uma questão relativa.


Escrito por: Phillip de Lacy White, coordenador do Cidade Baixa VIVE.

Matéria publicada no Jornal João Pessoa


Empresário garante que o projeto na Lima e Silva está cumprindo as leis

“As pessoas precisam entender que nós estamos chegando para colaborar com a qualidade de vida do bairro”. Assim, o gerente comercial da Even Melnick, Juliano Melnick, rechaça algumas queixas de moradores de Cidade Baixa frente ao empreendimento proposto por sua empresa na Rua Lima e Silva, frente ao Shopping Olaria. “Todas as exigências legais dos órgãos públicos foram atendidas”, reforça o empreendedor, ao ressaltar que “a comunidade em geral deve discutir na Câmara Municipal a cidade na qual quer morar”.
Melnick lembra do caso da cidade de Paris. “Acho maravilhosos aqueles prédios no padrão de quatro andares, mas são insalubres e caros. Um apartamento custa mais de 800 mil euros”, destaca. Para ele, esse é um detalhe que deve ser discutido pela população de Porto Alegre, que, segundo Melnick, é a cidade que mais dificulta a construção dentre as maiores do País. Lembra que, no passado, o gestor público optou por demandar hoje o que se segue na cidade, de avançar bairros, ao invés de abrir caminha para outros lugares, com vias expressas, equipamentos urbanos e saneamento.
O empresário enfatiza que a pretensão de seu empreendimento é de “valorizar” a Cidade Baixa. “Discutir a altura de prédios é uma questão de gosto, já que a ocupação do espaço urbano é o mesmo”, explica, salientando que o metro quadrado construído é correspondente e, por sua vez, de moradores, independentes do numero de andares do edifício, conforme determina o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (PDDUA). E ironiza: “Espigão é mais de 50 andares e não 19 como será este, na Lima e Silva”.
Juliano Melnick explica, ainda, que o empreendimento não está embargado. “O que houve foi um probleminha, com uma arvorezinha, quando a máquina estava trabalhando, na construção do estande. Explicamos o acidente para a SMAM, que verificou que a árvore não era o objeto de preservação e, mesmo assim, aumentamos as contrapartidas”, garante. Para a construção do prédio, que vai ter 3.064m², ocupando uma área de 4.400m², 194 apartamentos em 19 andares, a Even Melnick propôs a fornecer mais 60 mudas nativas, sendo 20 plantadas no próprio terreno, criar um túnel-verde com 56 mudas de Ipê ao longo da Lima e Silva e transplantar a Nogueira para a frente de onde se localizará o prédio, numa praça com mais três mudas da mesma espécie. “É normal que as comunidades mobilizadas, como a Cidade Baixa, assim como o Moinhos de Vento, Menino Deus e outros, se contraponham a investimentos como este, mas basta buscar informações corretas para mudar de posição”, sentencia Juliano Melnick, para quem a Cidade Baixa é privilegiada: “o fato de haver vários prédios considerados de ‘interesse cultural’ (tombados) e serem os terrenos, em sua maioria pequenos, empreendimentos de vulto serão raros na região”, finaliza o empresário.

TEXTO EM DESTAQUE

No momento, o terreno localizado na Lima e Silva, em frente ao Shopping Olaria, abriga um estande de vendas, uma garagem e uma Nogueira centenária, que forneceria a alimentação a uma bando de papagaios. Segundo a Fundação Zoobotânica, no entanto, esta espécie é originária da Amazônia, tendo sido solta em Porto Alegre por alguém, tendo se adaptado ao nosso clima. A informação dá conta, ainda, que o grupo de aves recebe alimentação todos os dias no Jardim Botânico.

TEXTO ABAIXO DA FOTO

Juliano Melnick lembra que há controvérsias entre laudos da Prefeitura quanto ao estado de saúde da Nogueira, que estaria apresentando sinais de apodrecimento de suas raízes.

domingo, 14 de junho de 2009



Matéria no jornal Correio do Povo mostra o descontentamento dos moradores do bairro...


Moradores do bairro Cidade Baixa realizaram protesto, neste sábado, em frente ao local onde uma construtora pretende erguer um prédio de 19 andares, 194 apartamentos e 12 lojas. O britânico Phillip White, 47 anos, professor de inglês, coordenador do Cidade Baixa Vive, afirma que, apesar de a obra permanecer embargada por uma serie de problemas, a empresa continua vendendo os imóveis. "É importante que a população saiba que, se concluído, esse projeto irá descaracterizar o bairro, causando prejuízos ao trânsito, aso moradores e ao meio ambiente" enfatizou.
De acordo com White, o empreendimento não deveria ter recebido licença ambiental. "Há uma serie de problemas, como as árvores tombadas que se encontram no terreno." White acrescentou que o Ministério Público deverá propor nos próximos dias o transplante da nogueira-pecã do terreno. No entanto, ele afirma que não existe nenhuma garantia de que a árvore irá sobreviver se passar por esse processo.
Felipe Amaral, 32 anos, ecólogo e integrante da ONG Instituto Biofilia, acredita que a construção vai gerar conforto para poucos e desconforto para a maioria. "O trânsito já é caótico. Se essa obra for adiante, a Cidade Baixa se tornará intransitável. É um bairro que existe para a cidade inteira. Não comporta um empreendimento como esse", observou.

Simone S. Lopes, Correio do Povo, 25/05/2009




sábado, 14 de fevereiro de 2009



OBRA EMBARGADA
É INAUGURADA!!!

Nesta quarta-feira(11/02/2009), foi inaugurado o Spot na rua Lima e Silva.

E o Movimento Cidade Baixa VIVE juntamente aos moradores e adeptos ao bairros, se fez presente no evento.
Evento em que através da voz e da presença da população, os empreendedores puderam ouvir de perto os motivos que nos fazem acreditar que o bairro não suporta a obra de 19 andares .
Nosso abaixo assinado ultrapassa 3mil assinaturas, de moradores e visitantes do bairro.
E o levaremos ao sr. prefeito José Fogaça, mostrando que a opinião da população é contrária a construção.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Manifestação - 11/02/2009

Olá amigos(@)

nesta quarta-feira(11/02), será feita uma manifestação para contrapor o lançamento do SPOT.
à partir das 18hs estaremos lá .

COMPAREÇA!!!

E mostre que a população tem opinião e quer ser ouvida!!!

TODOS NA LUTA!!!

Carol Bastos