sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O Museu de Horrores da arquitetura paulista, por Andre Araujo


Que tal a abertura de um “MUSEU DOS HORRORES DA ARQUITETURA PAULISTA” ? Com fotos, maquetes e audio-visuais mostrando coisas pavorosas não só em construções populares mas em mansões nos Jardins que parecem bingos ou churrascarias. O mau gosto em São Paulo deveria ser matéria de tese de todas as Escolas de Arquitetura do mundo. Não há ideia da preservação da memória social da grande metropole, o mau gosto virou hobby.

Magnificos palacetes, expressões de épocas importantes da cidade, são arrasados em 48 horas para se criar no lugar verdadeiro lixo arquitetonio, grande parte assinados pelos mesmos arquitetos do estilo “bingo-churrascaria” e que circulam pelas colunas sociais. Todo mundo sabe quem são e me dá uma vontade enorme de fazer a lista.

Enquanto Buenos Aires (em primeirissimo lugar) e Rio de Janeiro tem vocação para restaurar e recuperar areas e edificios, por isso que são cidades bonitas, criando soluções magnificas como Puerto Madero (em BA), o bairro da Urca, uma joia arquitetonica, o lindo prédio da Sul América (anos 20) recem recuperado no centro do Rio, São Paulo simplesmente abandona seu patrimonio e suas areas e vai migrando, primeiro foi o Centro Velho abandonado, aonde prédios históricos como o do Banco Comercial do Estado de S.Paulo e do Banco Francês e Italiano foram transformados em algo parecido com fliperamas bancários, uma adaptação de interiores de extraordinário mau gosto, sem um centimetro recuperado da majestosa decoração anterior, dai migrou-se para o Centro Novo (Barão de Itapetininga), logo depois abandonado, depois Av. Paulista, que já entrou em fase de deterioração, depois Vila Olimpia, com pardieiros comerciais de aluminio e vidro em ruelas estreitas aonde haviam antes botecos e borracharias (alguns continuam lá), tudo sem nenhum sentido de planejamento, de urbanismo, de elementar gosto arquitetonico, tudo muito feio, depressivo, horroroso, sem plantas, sem cores, sem jardins, uma aula de mau urbanismo para o mundo inteiro ver, agora o novo centro da moda é Marginal do Rio Pinheiros, entre a Juscelino e a Nações Unidas, aonde uma arquitetura que nada tem a ver com Brasil, inspirada nos ventos gelados de Chicago, ergue predios de 40 andares que precisam de luz articial mesmo que fora haja sol a pino lá fora, que não tem qualquer sentido ecologico, miram pelas paredes de vidro o imundo Rio Pinheiros, existe cena mais dantesca? Emabixo não tem nada que relacione o prédio à cidade, a unica arvore que pode aparecer no saguão é a de Natal, ainda ssim artificial.

Colocar tudo isso a débito de uma elite paulistana que não tem qualquer interesse na cidade, que a deixa degradar, que prefere morar em condominios fechados a 30 kms a recuperar sua cidade.

São Paulo foi o berço da FAU, foi a terra de Ramos de Azevedo e de Prestes Maia, mas perdeu a noção de vida urbana. A Av.Tiradentes entra a Marginal e o Vale do Anhangabau parece bombardeada, Berlim em 1945, tudo deteriorado, lixo, buracos nas calçadas, prédios abandonados há décadas (o da Cia.Nacional de Tecidos, enorme, um escombro enegrecido e apodrecido), edificios de 30 andares, como o Brasilar, um São Vito comercial, não há interesse nem do poder publico (aonde está a EMURB?) e nem dos particulares que fazem a sujeira, do Anhangabu até o tunel Nove de Julho, tudo pichado e quebrado, abandono de pós guerra, começa a melhorar após o tunel.

A magnifica casa do ex-Governador Abreu Sodré na Rua Luxemburgo, no coração do Jardim Europa, em estilo frances primoroso, foi comprada recentemente por algum sucateiro e demolida sem piedade, aonde está o Condephat?), o mau gosto é democratico, da classe A à classe C, não se ve uma floreira, um gesto de simpatia com o entorno, com a vizinhança, com o bairro.

É nesse contexto de campo de concentração urbano que se constroem agora esses paliteiros de 200 apartamentos, no mesmo figurino de péssimo gosto no projeto arquitetonico, na falta de vegetação para amenizar a dureza do concreto, na falta de minimos equipamentos que custariam frações do valor da obra e dariam algum ar de humanidade no entorno dessas futuros cortiços verticais.

Prefeitura, Camara, construtoras, habitantes, todos tem parte da culpa, moram em uma cidade aonde ninguem cuida, só pode virar um imenso cortiço, agora potencializafo pelo crédito imobiliário.

Depois esses mesmos caboclões ricos ou remediados vão a Paris e acham uma linda cidade,pelos seus predios de 400 anos muito bem conservados, pelo verde cuidadosamente mantido, pelas calçadas caprichadas e pelo urbanismo organizado.


FONTE: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/29/o-museu-de-horrorer-da-arquitetura-paulista/

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Vídeo do POA em Movimento


video




A ONG POA em Movimento produziu esse vídeo em repúdio ao SPOT Lima e Silva.
As gravações foram realizadas na manifestação de 1 ano do Movimento Cidade Baixa Vive, no dia 19/09/2009.

Veja o blog do Leonel Braz, o responsável pelo vídeo:

http://leonelbraz.blogspot.com/

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Lima e Silva Fechada




Nesta quinta-feira o jornalista Jorge Correa flagrou por volta das 7h30min, a movimentação das máquinas para o início da construção do Spot Lima e Silva.

A via ficou completamente bloqueada, e nem a EPTC nem a Brigada Militar interviram.

Veja a matéria completa no blog do Jorge Correa

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ato contra o SPOT lima e silva



Nesta sexta-feira(09/10) às 18:00hs, o Movimento Cidade Baixa

VIVE vai realizar o funeral das árvores derrubadas.




Em frente ao SPOT da Lima e Silva

Venha de preto e traga sua vela


Quando: sexta-feira (09/10)


às 18:00hs


Onde: SPOT da Lima e Silva






Participe!

Descaso derruba arvore



Nesta terça-feira (06/10), a construtora Melnick Even fez o corte das árvores situadas no terreno onde pretende construir o SPOT da Lima e Silva. 
Por volta das 07h00min começou a remoção das espécies inclusive a Nogueira Pecã, através de guindastes foi retirada a arvore tombada pelo patrimônio ambiental, espécie centenária que ao menos exigiria a presença de técnicos da SMAM vistoriando a remoção.

O descaso frente a derrubada das arvores do terreno e principalmente a Nogueira, arvore tombada que não pode ser removida muito menos sem a vistoria técnica, revoltou os moradores e frequentadores do bairro Cidade Baixa.


Moradores e ambientalistas acompanharam o transplante da nogueira durante todo o dia 06/10, e foi notável o despreparo dos funcionários na remoção. As raízes foram cortadas muito curtas, foi realizada uma poda totalmente sem critérios. O transplante realizado ao lado do showroom do SPOT Lima e Silva, mostra a arvore completamente sem sustentação subterrânea. Biólogos presentes no local destacavam, "Essa arvore não sobrevive após o transplante".


Mas de nada adiantou apresentar ao MP os relatórios ambientais que diziam que a remoção era predatória, a secretária do meio ambiente, órgão que deveria ser a favor do meio ambiente, deu parecer favorável à remoção. A placa que mostra a autorização da remoção, por lei deveria estar em local de fácil acesso a população, e foi colocada dentro do terreno da construtora, e quando fomos olhar a placa, os seguranças nos retiraram do local alegando que ali é terreno particular, portanto não podemos entrar.


O senhor Melnick diz que está aberto ao diálogo, agora que já derrubou a arvore tombada.
Existe a suspeita de que o empreendimento seja uma grande derrota pra construtora, pois nem 50% dos apartamentos foram vendidos, e mais, é possível que o projeto tenha sido modificado, e que ao invés de 19 andares, agora seriam 15 andares. 
Será que o senhor Melnick não sabe fazer a política da boa vizinhança, e já que decidiriam mudar o projeto não poderiam fazer uma demagogia com os moradores, dizendo:
"Olhem eu quero mudar o projeto, diminuir o tamanho do prédio, isso ta bom pra vocês?". Mas não, nem pra isso ele nos procurou, e agora diz que quer dialogar...
A quem se está enganando???



No início de nossos manifestos contra essa obra, o senhor Melnick propôs a arborização da Rua Lima e Silva e Alberto Torres, fazendo um túnel verde nas ruas. Agora digam, frequentadores e moradores do bairro, nessas calçadas estreitas, onde mal podemos transitar, como seriam plantadas essas arvores? Da mesma forma como foi transplantada a Nogueira Pecã, quase sem raízes???



É lamentável ver o meio ambiente pagando preços altos, a favor do desenvolvimento meramente capitalista, sem visualizar o bem da população.

O Movimento Cidade Baixa VIVE, continuará sua luta contra essa construção e contra o que possa afetar de forma negativa nosso bairro.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Estudo da sombra


Em estudo realizado pelo Arquiteto Vinicius Vieira, foi possível projetar a sombra que o Espigão pode gerar aos terrenos lindeiros a obra.
A sombra causada pela edificação, será sentida por todo bairro.







Cristian Illanes, arquiteto, também realizou estudos sobre a sombra e mostra no mapa.


Durante a manhã, a sombra ultrapassa a rua José do Patrocinio,
                                                 

8:30


10:30


Podendo chegar até a avenida Venâncio Aires durante a tarde


14:30

 
 16:30


Clique nas imagens para ampliar



sábado, 19 de setembro de 2009

Cidade Baixa Vive, 1 ano de Luta...



 
O movimento Cidade Baixa Vive fez deste sábado ensolarado, mais um dia de manifestação contra a construção projetada para a rua Lima e Silva.

Muitos moradores dos arredores e frequentadores da Cidade Baixa, trouxeram seu apoio e descontentamento com a possibilidade da obra.
Nessas manifestações é notável a preocupação da população com o empreendimento.
O trânsito é lento diariamente, e pode piorar.
Durante as chuvas, os alagamentos pelas ruas são frequentes, e pode piorar.
A população está ciente do impacto que a construção teria no bairro, e é contra este empreendimento.

O transplante de Nogueira Pecã que foi liberado pelo SMAM, é inviavel, a árvore não aguentaria a remoção.
Nos estudos realizados, a sombra que o edificio pode gerar é constante. A qualquer hora do dia uma parte do bairro estaria sem sol.



Alguns moradores favoráveis a obra falam sobre o desenvolvimento do bairro, mas que preço temos que pagar para nos desenvolvermos?

Neste sábado o Cidade Baixa Vive completou um ano de lutas, e com o objetivo de barrar esses 19 andares de problemas continuaremos mostrando a população os impactos da obra.
 

 

Pedras no Caminho



Foto:Walter Karwatzki


Neste sábado(19/09), durante a manifestação contra o Espigão da Lima e Silva. A pintora paisagista Ena Lautert, instalou parte de sua exposição Corpos Oceânicos Pinturas e Pedras. Simbolizando a proteção da natureza, trouxe sua arte em papel mache para contribuir com os moradores da Cidade Baixa.

Ena Lautert, aos 85 anos nos abrilhanta com sua obra e com vitaldade mostra sua opinião e diz Não ao ESPIGÃO.


            Obrigado

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Manifestação dia 19/09


  •     Em repúdio a liberação da remoção das árvores no terreno onde se pretende construir o espigão de 19 andares.

  • O Movimento Cidade Baixa Vive realizará uma manifestação pacifica contra a construção, em frente ao terreno na rua Lima e Silva.

  • TRAGA SEU APITO, PANELA, CARTAZ, FAIXA E VENHA MOSTRAR A SUA OPINÃO

  • DIA:19/09/2009

  • HORA: 16 HORAS

  • ONDE: Rua Lima e SIlva próximo ao nº 777.
NÃO AO ESPIGÃO!!!! 


Liberação de Remoção

Nesta terça-feira(15/09), foi publicado na Zero Hora a liberação por parte da Secretária Municipal do Meio Ambiente(SMAM) para a remoção vegetal do terreno. Ou seja, a Nogueira Pecã tombada pelo Decreto Municipal 6269/77 pode ser retirada de seu local original.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Dia 23 de Agosto DIGA NÃO AO PONTAL!!!

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No dia 1° de Agosto de 2009, foi produzido o vídeo com depoimentos contra o Pontal do Estaleiro.

Gravado no Gasômetro em Porto Alegre, declara com qualidade a opinião da população.

NÃO!NÃO!NÃO! AO PONTAL!

Produzido por: Casa de Cinema

Direção: Carlos Gerbase

Fonte: http://agapan.blogspot.com/

quinta-feira, 30 de julho de 2009

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Santiago é "convidado a se retirar" da revista do CREA-RS



Desde 1986, o grande chargista Santiago tinha seus desenhos publicados na revista do CREA-RS(Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Rio Grande do Sul). Após tanto tempo de parceria, Santiago foi convidado a se retirar da revista. Seria devido suas criticas duras que vão de encontro aos interesses da entidade?
Recentemente, Santiago vem participado de maneira expressiva ao lado de ambientalistas, contra grandes empreendimentos previstos por empreiteiras, como o Pontal e o Espigão.
Sempre com sua opinião firme contra o impacto que essas construções trazem para os cidadãos.

Quem ocupará seu lugar é o Marco Aurélio, da ZERO HORA. É provável que o presidente do CREA-RS, Eng. Civil Luiz Alcides Capoani, acredite que a entidade terá mais espaço no jornal da RBS tendo o "cartunista" em sua revista.

Partindo desse pressuposto então me pergunto, será que o Movimento Cidade Baixa VIVE não teria mais espaço na ZERO HORA, se convidássemos o "cartunista" Marco Aurélio para abrilhantar com seus traços nosso blog e nossos panfletos. Pois ideais nós temos, agora só falta Marco Aurélio para emplacarmos no jornal de maior circulação do estado...

É lamentável tal decisão por parte do CREA-RS, que pelo que indica sua postura, nega o direito aos seus leitores do contraditório em sua revista.


Eduardo Menezes:

“A demissão de Santiago pode parecer quase irrelevante, não fosse o contexto obscurantista em que os interesses econômicos cassam as vozes divergentes. Faz companhia ao Santiago, o jornalista Wladimir Ungaretti, impedido de emitir opiniões ou críticas àquilo que é produzido pelo jornal do P-RBS. Também blogueiros processados por lumpens que vivem de patrocínio estatal e escritores de quinta categoria. Ora, o Rio Grande do Sul é dominado basicamente por dois setores da economia, pelos ruralistas no campo e pelas empreiteiras na cidade. Ambos garantiram ainda no período da ditadura militar, o monopólio midiático na Região Sul, de modo, que a construção de qualquer discurso público seja antes filtrado por seus pareceres e opiniões”.


Kayser:

"O CREA-RS está trocando Chico Buarque por Tiririca".



Manifeste sua opinião: profissionais do "em dia" com o CREA-RS>http://www.crea-rs.org.br/ouvidoria/Manifestacao.asp

ou pelo telefone da ouvidoria: 0800 644 2100

cidadãos> pelo e-mail: revista@crea-rs.org.br


Escrito por: Caroline Bastos


fontes: http://rsurgente.opsblog.org/

http://blogdokayser.blogspot.com/

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Resposta ao Artigo do jornal da João Pessoa

Na edição de janeiro/fevereiro, o gerente comercial da Melnick Even garantiu, em respeito da sua proposta de um empreendimento de 19 andares na Rua General Lima e Silva, na Cidade Baixa, que está cumprindo as leis. Tecnicamente, sim, está, mas a questão tem outras considerações mais profundas, como o lençol freático, um aumento enorme de fluxo do transito numa rua já muito congestionada, problemas de esgoto e problemas de saúde para quem mora ao redor (o sombreamento vai atingir até Rua Venâncio Ares).

Estas questões estão mais salientes por causa da falta de estudo de impacto da vizinhança e do ambiente que, apesar de ser uma lei federal desde 2004, ainda não foram aplicadas pela municipalidade de Porto Alegre, cujo fato deve ser perguntado pelo todos os cidadãos de Porto Alegre: “Quais são os motivos de tanto desinteresse na parte dos vereadores do Porto Alegre para não aplicar estes leis federais aqui?”. Deve ser lembrado também que, enquanto estas leis fiquem fora da legislação municipal, nenhum cidadão está seguro em respeito de direito de luz, privacidade, entre várias outras considerações. A bela vista prometida pelo um grande empreendedor pode ser facilmente comprometido pelo um outro que resolve construir bem no teu lado. Isto está acontecendo com cada vez mais freqüência. Quando um membro da equipe da Melnick foi questionado sobre a aplicação do estudo de Impacto de Vizinhança, disse que iria cumprir qualquer limitação de construção resultante, com prazer.

Estas leis federais foram formuladas para oferecer proteção para todos os cidadãos para garantir consistência na qualidade de vida, mas o problema mais agudo para Melnick, alem do ‘probleminha’ duma espécie de palmeira tombada que foi acidentalmente derrubada, é a questão de uma árvore centenária da espécie Nogueira Peca, que foi tombada pelo decreto numero 6269 em 1977´. A única maneira para um ‘destombamento’ acontecer é se uma arvore tombada está com sinais de doença ou se sua remoção estiver nos interesses públicos. Este empreendimento vem do setor PRIVADO.

A empresa Melnick forneceu seu próprio estudo da arvore Nogueira, alegando que estava com sérios problemas de saúde. O movimento ‘Cidade Baixa Vive’ pediu para a SMAM fazer seu próprio laudo com seus biólogos. Resultado: Todas as árvores no terreno da construtora foram encontradas em estado de plena saúde, isto acrescentado na vistoria feito pelo biólogo,Evandro César Bergel.

Foi proposta pela Melnick um transplantação da Nogueira na reunião do dia 23 de dezembro de 2008 com o Ministério Público, onde o representante da SMAM disse que com uma arvore centenária, como a Nogueira, não tinha garantia nenhuma de sua sobrevivência, considerando sua idade e porte e que uma transplantação com estes fatores nunca foi feito antes. Alem disso, o relatório de vistoria preparado pelo Biólogo, Evandro César Bergel, e apresentado dia 11 de dezembro para O Promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, também escreveu, “Para fora do terreno não é viável, devido ao tamanho da árvore”, e também, “O transplante para outro lugar dentro do terreno exigiria muito cuidado técnico, o que não garantiria a sobrevivência da árvore. Não se tem conhecimento de transplante de exemplares adultos desta espécie no Rio Grande do Sul, de modo que não há elementos para se fazer um prognóstico com relação ao êxito de eventual transplante. Ainda que a árvore sobreviva, as podas de raízes, provavelmente necessárias para o transplante, poderiam causar um aumento dos problemas fitos sanitários”.

Considerando estes fatores, seria muito irresponsável para o Ministério publico aceitar qualquer proposta do Melnick para um transplante.
Juliano Melnick disse que eles querem ‘colaborar com a qualidade de vida do bairro’. É preciso lembrar que representantes da Melnick fizeram visitas de casa em casa nas ruas Alberto Torres e Luis Alfonso, propondo a compra das casas. O que foi falado para um proprietário foi o seguinte: ‘Seria melhor vender sua casa para nos, porque, quando nosso empreendimento estiver completo, sua casa vai ficar na sombra e vai criar mofo e vai ser difícil vender depois’.

Juliano Melnick acrescentou que, em consideração do fato que existe vários prédios considerados de ‘interesse cultural na região, empreendimentos de vulto serão raros’, mas isto não impediu representantes do Melnick fazer estas propostas de compra de casas listadas. Se empreendimentos de vulto serão raros, seria prudente a ficar de olho nas áreas ocupadas pelo Olaria (shopping do cinema Guion), Zaffari e do bar ‘Pingüim’, todos na Rua Gen. Lima e Silva.

Ele fez referencia aos prédios ‘maravilhosos’ do Paris de quatro andares mas, no mesmo tempo, condenou-os como ‘insalubres e caros’ e ainda destacou que este ‘detalhe’, “deve ser discutido pela população de Porto Alegre”. Alem de condenar a maioria dos prédios do paris, está condenando todos os países europeus que tem, em sua maioria, prédios deste comporto. Ele lamenta que Porto Alegre, “seja a cidade que mais dificulta a construção dentre as maiores do País”. Mas podemos recolocar isto e dizer que ‘Graças a Deus’, Porto Alegre é uma das cidades cuja sua população tem a consciência acordada’.

Dentro da hipótese do Sr. Juliano, o que seria o ideal para o futuro de Porto Alegre? Uma floresta de espigões? – Mas agora foi lembrado, O Sr. Melnick corrigiu nossa definição: “ Espigão é mais de 50 andares e não 19 como serão este, na Lima e Silva”. Talvez ele prefira chamar seu empreendimento apenas de ‘espiga’ ou ‘espiguinha’ . Para quem mora em casas de dois andares na vizinhança, a definição desta palavra popular é uma questão relativa.


Escrito por: Phillip de Lacy White, coordenador do Cidade Baixa VIVE.

Matéria publicada no Jornal João Pessoa


Empresário garante que o projeto na Lima e Silva está cumprindo as leis

“As pessoas precisam entender que nós estamos chegando para colaborar com a qualidade de vida do bairro”. Assim, o gerente comercial da Even Melnick, Juliano Melnick, rechaça algumas queixas de moradores de Cidade Baixa frente ao empreendimento proposto por sua empresa na Rua Lima e Silva, frente ao Shopping Olaria. “Todas as exigências legais dos órgãos públicos foram atendidas”, reforça o empreendedor, ao ressaltar que “a comunidade em geral deve discutir na Câmara Municipal a cidade na qual quer morar”.
Melnick lembra do caso da cidade de Paris. “Acho maravilhosos aqueles prédios no padrão de quatro andares, mas são insalubres e caros. Um apartamento custa mais de 800 mil euros”, destaca. Para ele, esse é um detalhe que deve ser discutido pela população de Porto Alegre, que, segundo Melnick, é a cidade que mais dificulta a construção dentre as maiores do País. Lembra que, no passado, o gestor público optou por demandar hoje o que se segue na cidade, de avançar bairros, ao invés de abrir caminha para outros lugares, com vias expressas, equipamentos urbanos e saneamento.
O empresário enfatiza que a pretensão de seu empreendimento é de “valorizar” a Cidade Baixa. “Discutir a altura de prédios é uma questão de gosto, já que a ocupação do espaço urbano é o mesmo”, explica, salientando que o metro quadrado construído é correspondente e, por sua vez, de moradores, independentes do numero de andares do edifício, conforme determina o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (PDDUA). E ironiza: “Espigão é mais de 50 andares e não 19 como será este, na Lima e Silva”.
Juliano Melnick explica, ainda, que o empreendimento não está embargado. “O que houve foi um probleminha, com uma arvorezinha, quando a máquina estava trabalhando, na construção do estande. Explicamos o acidente para a SMAM, que verificou que a árvore não era o objeto de preservação e, mesmo assim, aumentamos as contrapartidas”, garante. Para a construção do prédio, que vai ter 3.064m², ocupando uma área de 4.400m², 194 apartamentos em 19 andares, a Even Melnick propôs a fornecer mais 60 mudas nativas, sendo 20 plantadas no próprio terreno, criar um túnel-verde com 56 mudas de Ipê ao longo da Lima e Silva e transplantar a Nogueira para a frente de onde se localizará o prédio, numa praça com mais três mudas da mesma espécie. “É normal que as comunidades mobilizadas, como a Cidade Baixa, assim como o Moinhos de Vento, Menino Deus e outros, se contraponham a investimentos como este, mas basta buscar informações corretas para mudar de posição”, sentencia Juliano Melnick, para quem a Cidade Baixa é privilegiada: “o fato de haver vários prédios considerados de ‘interesse cultural’ (tombados) e serem os terrenos, em sua maioria pequenos, empreendimentos de vulto serão raros na região”, finaliza o empresário.

TEXTO EM DESTAQUE

No momento, o terreno localizado na Lima e Silva, em frente ao Shopping Olaria, abriga um estande de vendas, uma garagem e uma Nogueira centenária, que forneceria a alimentação a uma bando de papagaios. Segundo a Fundação Zoobotânica, no entanto, esta espécie é originária da Amazônia, tendo sido solta em Porto Alegre por alguém, tendo se adaptado ao nosso clima. A informação dá conta, ainda, que o grupo de aves recebe alimentação todos os dias no Jardim Botânico.

TEXTO ABAIXO DA FOTO

Juliano Melnick lembra que há controvérsias entre laudos da Prefeitura quanto ao estado de saúde da Nogueira, que estaria apresentando sinais de apodrecimento de suas raízes.

domingo, 14 de junho de 2009



Matéria no jornal Correio do Povo mostra o descontentamento dos moradores do bairro...


Moradores do bairro Cidade Baixa realizaram protesto, neste sábado, em frente ao local onde uma construtora pretende erguer um prédio de 19 andares, 194 apartamentos e 12 lojas. O britânico Phillip White, 47 anos, professor de inglês, coordenador do Cidade Baixa Vive, afirma que, apesar de a obra permanecer embargada por uma serie de problemas, a empresa continua vendendo os imóveis. "É importante que a população saiba que, se concluído, esse projeto irá descaracterizar o bairro, causando prejuízos ao trânsito, aso moradores e ao meio ambiente" enfatizou.
De acordo com White, o empreendimento não deveria ter recebido licença ambiental. "Há uma serie de problemas, como as árvores tombadas que se encontram no terreno." White acrescentou que o Ministério Público deverá propor nos próximos dias o transplante da nogueira-pecã do terreno. No entanto, ele afirma que não existe nenhuma garantia de que a árvore irá sobreviver se passar por esse processo.
Felipe Amaral, 32 anos, ecólogo e integrante da ONG Instituto Biofilia, acredita que a construção vai gerar conforto para poucos e desconforto para a maioria. "O trânsito já é caótico. Se essa obra for adiante, a Cidade Baixa se tornará intransitável. É um bairro que existe para a cidade inteira. Não comporta um empreendimento como esse", observou.

Simone S. Lopes, Correio do Povo, 25/05/2009




sábado, 14 de fevereiro de 2009



OBRA EMBARGADA
É INAUGURADA!!!

Nesta quarta-feira(11/02/2009), foi inaugurado o Spot na rua Lima e Silva.

E o Movimento Cidade Baixa VIVE juntamente aos moradores e adeptos ao bairros, se fez presente no evento.
Evento em que através da voz e da presença da população, os empreendedores puderam ouvir de perto os motivos que nos fazem acreditar que o bairro não suporta a obra de 19 andares .
Nosso abaixo assinado ultrapassa 3mil assinaturas, de moradores e visitantes do bairro.
E o levaremos ao sr. prefeito José Fogaça, mostrando que a opinião da população é contrária a construção.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Manifestação - 11/02/2009

Olá amigos(@)

nesta quarta-feira(11/02), será feita uma manifestação para contrapor o lançamento do SPOT.
à partir das 18hs estaremos lá .

COMPAREÇA!!!

E mostre que a população tem opinião e quer ser ouvida!!!

TODOS NA LUTA!!!

Carol Bastos

domingo, 21 de dezembro de 2008

Entrevistas de Phillip White e Ver. Sofia Cavedon

Charge: Santiago

Oi amigos.

Em entrevista ao jornal do Centro, edição 129, dezembro de 2008, nosso já conhecido Phillip White, destacou os principais ocorridos durante o processo contra o espigão da lima e silva.

Celso Galli Coimbra, advogado especializado em bio-direito, decidiu contribuir com o Movimento Cidade Baixa Vive, ajudou a protocolar a denúncia feita ao Ministério Público, que lembrava o fato de a Nogueira Pecã ser tombada como patrimônio ambiental. Tendo como consequência o embargo da obra.

Em visita posterior ao MP, a promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Dra. Sandra Santos Segura, informou aos representantes do Movimento, que não haviam informações concretas contra a obra.

Houve então, a orientação por parte do Celso, de que fossem enviados requerimentos para a SMOV, SMAM e Secretária de Planejamento. A SMOV, não enviou nenhuma resposta até então, descumprindo a Lei Federal 9.051/95 ("As certidões para a defesa de direitos e esclarecimentos de situações, requeridas aos órgãos da administração centralizada ao autárquico, às empresas públicas, às sociedades de economia mista e às fundações públicas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, deverão ser expedidas no prazo improrrogável de quinze dias, contando do registro do pedido no órgão expedidor").

Com a contribuição do arquiteto, Cristian Lulanes, foi projetado um estudo do impacto da sombra do edifício, mas mesmo com essas informações, não obtivemos avanços.

O Mov. seguirá fazendo pressão junto á SMOV, para que os requerimentos sobre o impacto da construção sejam disponibilizados à todos, e já está sendo articulada uma audiência com o Prefeito José Fogaça, para entregar em mãos os estudos de impacto do empreendimento, e mostrar-lhe o abaixo-assinado com mais de mil(1,000) assinaturas da população demonstrando o descontentamento com relação ao projeto.

Trecho da matéria:

" Queremos mostrar de novo como o impacto de uma construção como essa produz efeitos muito negativos para os moradores do bairro. E que tais considerações não podem ser simplesmente ignoradas pelas autoridades. O que queremos é que a voz dos moradores que vivem em seu bairro seja ouvida."
Phillip de Lacy White
Coordenador do Movimento Cidade Baixa VIVE!

Nesta mesma edição do jornal a Ver. Sofia Cavedon, que tem lutado ao lado dos moradores, em entrevista lembra:

"Em primeiro lugar, esse empreendimento destoa muito das características do bairro. Em segundo lugar, atinge uma série de casas listadas que são lindeiras a ele. Se os moradores do lado não podem demolir suas residências para construir edificações altas, como é que vamos achar natural a construção de um prédio de 19 andares ao lado dessas casas? Sem contar que não foi feito nenhum estudo de impacto de vizinhança".

"Hoje o que tem de mais moderno no mundo é a preservação das características culturais de um lugar, até no ponto de vista econômico. O maior atrativo turístico de um país é sua história, seu patrimônio cultural, seus lugares de convivência e manifestação cultural".

Publicado por: Caroline Bastos

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Opinião do Leitor

Leitor da Semana...


E se fosse no Estaleiro? Se ocorrer o plebiscito com os moradores de Porto Alegre, lembre-se deste filme, pois a Prefeitura deveria indenizar o proprietário e criar um parque público e de acesso irrestrito no Pontal do Mello.

....a prefeitura se quizesse teria como indenizar transformarmando a área do Estaleiro Só, num grande parque público, de reconhecimento internacional, trazendo muitas divisas de turismo, sem necessidade de espigões, sem sombreamentos...

Escrito por: Júlio César Colnaghi Brum


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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Cidade Baixa VIVE! e Fórum de Entidades



O Movimento Cidade Baixa VIVE se soma ao Fórum de Entidades na luta contra o Pontal do Estaleiro. Essas fotos foram tiradas no Parque da Redenção durante um ato realizado para colher assinaturas da população e divulgação do impacto dessa construção.


TODOS NA LUTA!!!!

Santiago, Egon e Phillip , Fundadores do Cidade Baixa VIVE!



Mauren Pacheco, moradora da Cidade Baixa.

Paulo Guarnieri, Presidente da Associação de Moradores do Centro e representante do Fórum de Entidades, com moradores da Zona Sul.




MANIFESTO

Integrantes do Cidade Baixa VIVE! e a Vereadora Sofia Cavedon.


Moradores do bairro Cidade Baixa protocolaram no dia (6/10) junto ao Ministério Público do Estado um abaixo-assinado com mais de 40 assinaturas solicitando providências quanto à construção de um empreendimento residencial na rua Lima e Silva. A obra de 19 andares foi suspensa pela Secretaria de Meio Ambiente de Porto Alegre (Smam) desde o dia 24 de setembro. É que no local há árvores tombadas pelo Decreto Municipal 6269/77, em especial uma nogueira (no número 777), que não podem ser derrubadas, “e que até o ano passado não apresentava sinais de comprometimento”, destaca o texto do abaixo-assinado dos moradores do bairro. “Estamos requerendo o urgente embargo destas obras e a abertura de Inquérito Civil Público”, afirma o morador e professor Philip de Lacy White, que encabeça o movimento contra o chamado espigão da Cidade Baixa. De acordo com a Assessoria de Imprensa da Smam, que suspendeu a construção, a empresa deverá mudar o projeto a partir da análise técnica de três laudos apresentados por biólogos contatados pela construtora. “Por enquanto estamos em compasso de espera”, diz a Assessoria.

Além das árvores tombadas, os moradores listam outros “efeitos colaterais”, como a perda da luz do sol nas residências do entorno e um constante congestionamento de carros e pessoas, que vão morar e circular pela área. "Ninguém quer um espigão de 19 andares aqui. Isso vai contra os interesses dos moradores. Nosso patrimônio perderá valor", protesta Philip.O abaixo-assinado dos moradores foi protocolado na Promotoria do Meio Ambiente e na Promotoria Especializada da Habitação e Defesa da Ordem Urbanística. Quatro representantes do grupo foram recebidos pelo promotor Fabio Sbardelloto. "Nosso alvo é conseguir embargar a obra até que todos os itens estejam esclarecidos e discutidos”, ao anunciar que “outras assinaturas serão juntadas, até porque o protesto está sendo muito bem recebido pelo público a respeito deste caso”.

Fonte: http://www.cidebaixavive.com.br/

Cidade Baixa VIVE!

Olá amigos, os moradores do Bairro Cidade Baixa continuam sua luta contra o ESPIGÃO de 19 andares que a construtora Melnick quer construir no rua Lima e Silva, e como o movimento cresce a cada dia, houve a decisão por parte dos responsáveis pelo inicio da luta de formar então o Cidade Baixa VIVE!.

Com o movimento formado e oficializado, então foi feito um abaixo assinado mais elaborado, criamos também um site com o abaixo assinado (http://www.cidadebaixavive.com.br/), e mais pessoas se engajaram no movimento para barrar essa construção.

Após o termino das eleições municipais a construtora recomeçou a construção do showroom do SPOT, e já fizeram contra propostas para que nos calássemos, ofereceram um túnel verde na Lima e Silva e outro na rua Alberto Torres, mas isso é inviável pois as calçadas dessas ruas medem por volta de 1m50cm, portanto não teria espaço para efetuar essas promessas. A questão que mais nos mobiliza é o fato de que 19 andares não é suportado pela região, além é claro da árvore centenária que tem no terreno e todas as outras questões que já estão expostas nesse blog.

Portanto aqui fica um recado para a construtora, é melhor que se encontre uma outra proposta pois o movimento não se cala apenas com um gesto de "gentileza", queremos ser ouvidos, queremos o Estudo de Impacto de Vizinhança, que até agora não foi entregue, queremos o Estudo de Impacto Ambiental, que também não foi entregue, e queremos diminuir a metragem da edificação, e até que sejamos ouvidos e entendidos faremos com que o resto da população ouça o que temos a dizer.

No inicio da caminhada contra esse empreendimento, fizemos um ato para colher assinaturas na feira do Largo Zumbi dos Palmares, e dentre várias pessoas que assinavam teve uma que se destacou, ela dizia:
"Vou assinar pois meu marido comprou um apartamento neste edifício contra o meu gosto, e acho que de fato a Cidade Baixa não comporta essa construção, e mais eu adoro quando os papagaios passam pela minha janela no fim de tarde a caminho do terreno".

Vejam, as pessoas não fazem ideia do impacto que tem esse SPOT em nosso bairro, o consumismo ultrapassa as barreiras do bom senso. Quando se sentires tentando por um apartamento lindo de 3 dorm, playground, garagem, segurança, 83m2 , bem localizado, supermercado perto, em um bairro que tem os principais bancos do país, no bairro mais "baladeiro da cidade", perto do centro e do maior e mais arborizado parque da cidade,e tudo isso por uma bagatela de meio milhão de reias.

No entanto, lembre que quando você sair de seu apartamento, com seu carro , vai enfrentar engarrafamento na rua Lima e Silva, na rua João Pessoa , na Perimetral e na rua José do Patrocínio, mas fique tranquilo quando voltares vai estar tudo no mesmo lugar(inclusive o engarrafamento). Na Sexta-Feira quando você quiser ir ao supermercado comprar aquela cervejinha amiga e uma carne pra fazer no churrasco de fim de semana, lembre que todos os moradores do bairro terão a mesma idéia que você e exatamente no mesmo horário, prepare-se vai ser uma aventura e tanto, só diversão..

Portanto pense bem pois nem tudo que reluz é ouro.

Adoro o bairro onde moro, mas o desenvolvimento sem planejamento não é bom em lugar algum.
Caroline Bastos

Pontal do Estaleiro

Fotos do Pontal do Estaleiro








Neste fim de ano a Câmara Municipal de Vereadores de POA, passa por votações de grande relevância para cidade.Dentre essas votações, foi aprovado o Projeto Pontal do Estaleiro.
No processo de discussão desse projeto houve verdadeira guerra entre os grandes especuladores imobiliários e a população de Porto Alegre. O PONTAL DO ESTALEIRO, é uma afronta ao projeto de cidade que entende a ORLA como pública e área de proteção ambiental. Os ambientalistas entendem que prédios com 12 andares naquela área, não trazem melhorias para a cidade. Esses empreendimentos vão arrasando árvores, despejando pássaros de seu habitat, delimitando os espaços comuns da população, sobrecarregando as vias de trânsito,enfim causando um grande impacto ambiental .

A Orla da cidade é uma área de interesse cultural e portanto deve ser revitalizada pelo município, sendo ele o responsável pela sua preservação e garantindo o acesso racional daquele espaço. A aprovação desse projeto abre margen para que em breve, novos especuladores imobiliários voltem a apresentar "novas idéias" dessa mesma ordem para a orla.

Os Vereadores de POA que defendem o projeto que prevê a construção de 5 prédios com 12 andares , um Hotel, lojas, escritórios, marina, pier e um estacionamento para quase 2mil carros, entendem que esse empreendimento traz melhorias para um local que está sujo, e abandonado. No entanto, esquecem que a fiscalização é obrigação do poder público. Portanto, do atual governo que esses mesmos veradores pertencem!!
O atual Prefeito vetou o projeto e sugeriu o referendo popular que deverá colher a posição da população, agora é preciso nova mobilização para manter o veto e uma ampla campanha de informação, concientização da população para evitarmos a pior alternativa para a orla do guaíba.
Segue a posição dos vereadores:


Vereadores FAVORÁVEIS:

Alceu Brasinha (PTB)
Almerindo Filho (PTB)
Bernardino Vendruscolo (PMDB)
Dr. Goulart (PTB)
Elias Vidal (PPS)
Ervino Besson (PDT)
Haroldo de Souza (PMDB)
João Carlos Nedel (PP)
João Antônio Dib (PP)
João Bosco Vaz (PDT)
José Ismael Heinen (DEM)
Luiz Braz (PSDB)
Maria Luiza (PTB)
Maristela Meneghetti (DEM)
Maurício Dziedricki (PTB)
Mauro Zacher (PDT)
NereuAvila (PDT)
Nilo Santos (PTB)
Sebastião Melo (PMDB)
Valdir Caetano (PR)



Vereadores CONTRÁRIOS:

Adeli Sell (PT)
Aldacir Oliboni (PT)
Beto Moesch (PP)
Carlos Todeschini (PT)
Cláudio Sebenelo (PSDB)
Dr. Raul (PMDB)
Guilherme Barbosa (PT)
José Valdir (PT)
Marcelo Danéris (PT)
Margarete Moraes (PT)
Maria Celeste (PT)
Mauro Pinheiro (PT)
Neuza Canabarro (PDT)
Professor Garcia (PMDB)

Abstenções:

Elói Guimarães (PTB)
Maristela Maffei (PCdoB)
Texto de Caroline Bastos

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Matéria publicada no jornal JÁ

23/10/08

Cláudia Viegas, AmbienteJÁ,

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre (Smam) ainda não tem o laudo sobre a situação de sanidade vegetal no terreno onde a construtora Melnick pretende erguer um condomínio com 196 unidades, distribuídas em 19 andares, na Rua Lima e Silva, 777, Cidade Baixa. A informação foi dada nesta quarta-feira (22/10) pelo supervisor de Meio Ambiente da Smam Maurício Fernandes.

De acordo com ele, os empreendedores cortaram duas árvores sem autorização – um limoeiro, considerado árvore frutífera exótica, de relevância doméstica, e uma palmeira areca, sendo esta última protegida de corte pelo Decreto Municipal 6269/1977. “Em função disto, a empresa foi autuada”, explicou, acrescentando não saber o valor da multa e que “o recurso administrativo ainda não foi julgado”. Fernandes informou que, para a Smam, os empreendedores disseram terem sido “acidentais” os cortes. Após estas infrações, a obra foi suspensa, e também porque há no local uma nogueira-pecã protegida pelo mesmo decreto municipal.

“Regular estado”

A nogueira, aliás, é um dos fatores que está mobilizando moradores das imediações a realizarem sistemáticos protestos contra a obra. No domingo (19/10), eles se reuniram em frente ao local e anexaram uma faixa onde inscreveram seu pedido de “respeite o meio ambiente”.

Por meio do movimento Cidade Baixa Vive, criado no último dia 15, os moradores entregaram ao Ministério Público do Estado mais 111 assinaturas contra o chamado “espigão da Lima e Silva”, agora totalizando 152 adesões de moradores. No domingo (19/10), eles mostraram uma planta feita em AutoCAD pelo arquiteto Cristiano Illanes, a qual projeta a sombra da obra sobre terrenos das imediações em diversos horários do dia. Às 16h30min, por exemplo, a sombra do prédio de 19 andares tomará um espaço que se estende por duas quadras além da Rua Lima e Silva, chegando à José do Patrocínio e atingindo principalmente a Rua Alberto Torres. Às 17h, a mesma sombra ultrapassa a Rua Venâncio Aires.

Os moradores temem pelos efeitos sobre a saúde e as condições de suas residências, que poderão ficar úmidas e insalubres. Eles também estão preocupados com o adensamento urbano. Conforme estimativa de alguns, 196 unidades implicarão cerca de 600 pessoas a mais morando no bairro, “o que é como colocar uma cidade do Interior aqui na Cidade Baixa”, assinalou o chargista Santiago, também residente no bairro.

Fernandes, da Smam, revelou que, há mais ou menos dois anos, a Secretaria recebeu da Melnick um laudo, assinado por engenheiro agrônomo contratado pelo empreendedor onde está atestado “regular estado fitossanitário” da vegetação do terreno. Questionado sobre o significado de “regular”, ele respondeu que “não é bom nem ruim, indica que a vegetação está indo para uma situação ruim”. “A comunidade diz que a árvore está bem, mas isto ainda não foi avaliado pelos nossos técnicos”, afirmou Fernandes.

No domingo (19/10), uma foto obtida por moradores mostra a nogueira ao fundo do terreno, atrás do tapume, com a copa coberta por folhas. Para a Smam, contudo, de acordo com Maurício, “o empreendedor alega que a árvore está perecendo”. Já para os moradores, uma das evidências da situação oposta é que a árvore abriga papagaios que se deslocam para lá desde o Parque Farroupilha.

Frustração

Na quinta-feira (15/10), em audiência realizada na Promotoria do Meio Ambiente, os moradores saíram frustrados ao tentarem negociar a redução da altura do prédio com os empreendedores. Segundo o coordenador do movimento Cidade Baixa Vive, Philip de Lacy White, as reivindicações dos moradores não foram bem recebidas pela promotora Dra. Sandra Santos Segura. “Ela nos deu a entender que nossa causa foi perdida”, lamentou White.

Plano Diretor

A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Planejamento do município informou que o processo do empreendimento da Melnick “tramitou normalmente na SPM” e que a altura de 52 metros, correspondente a 18 ou 19 andares, está dentro do permitido pelo Plano Diretor da Capital para construção na Cidade Baixa. “Por estar de acordo com o Plano Diretor, o projeto foi direto para a Smov [Secretaria Municipal de Obras], não necessitando análise da SPM”, informou a Assessoria, acrescentando que não foi exigido o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV, Lei Federal 10.257/2000) por não ter sido ainda regulamentado o mesmo em nível municipal.

“Estamos em vias de implementação do EIV municipal, por meio de um projeto de Lei do Executivo que deverá ser encaminhado como parte das mudanças do Plano Diretor”, informou a Assessoria da SPM. Se estivesse em vigor na cidade, o EIV contemplaria questões como o adensamento populacional e a geração de tráfego, previstos, entre outros itens, no artigo 37 da Lei 10.257/2000.

A Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Obras e Viação foi contatada pela reportagem do AmbienteJÁ para esclarecer os trâmites do empreendimento da Melnick na Smov, porém não deu retorno.

Empreendedor

O gerente de Incorporações da Melnick, Marcos Colvero, informou que “o projeto foi aprovado pela Smov e entrou na Smam já com laudos de cobertura vegetal”. De acordo com ele, “a Smam deu parecer favorável à supressão de vegetação com compensação”. “Para nós, os vegetais não passaram despercebidos, foram vistoriados por nossos técnicos e também pela Smam”. “Todos os laudos atestam que a condição fitossanitária está comprometida”, assinalou Colvero, acrescentando que “a nogueira apresenta problemas de infiltração que leva à necrose”. O Decreto 6269/77, no entanto, atribui à Prefeitura e aos moradores a obrigação de zelar pelos vegetais protegidos.

O engenheiro da Melnick informou que a empresa propôs como compensação ao corte da árvore a construção de uma praça aberta ao público em frente ao empreendimento, além de um “túnel verde” que se estenderia por duas quadras, desde a esquina da Rua Luiz Afonso com Lima e Silva até a esquina desta com a Joaquim Nabuco, passando pelas esquinas da Otávio Correa e Lopo Gonçalves. A Smam informou que ainda não analisou as alternativas de compensação.

O movimento Cidade Baixa Vive criou o e-mail cidade.baixa.vive@gmail.com para manifestações de interessados na discussão dos fatos envolvendo o empreendimento.


Mais notícias acesse : http://www.jornalja.com.br/

domingo, 19 de outubro de 2008

Mais um ato público do Cidade Baixa VIVE, bem sucedido.


Olá amigos e amigas do bairro Cidade Baixa.
Neste domingo(19/10/2008) às 17hs, foi realizado mais um motirão dos moradores do entorno do terreno em que a construtora Melnick pretende levantar uma torre de 19 andares. Foram colhidas assinaturas para que a opinião pública seja levada ao Ministério Público, e mais uma vez divulgamos a falta de responsabilidade por parte da prefeitura atual, com os moradores do bairro, sendo omissos à uma construção que traz impactos significativos aos moradores e frequentadores da Cidade Baixa.
A população, em sua grande maioria, não aceita que este "mega-empreendimento" da especulação imobiliária, seja concluído. Reconhecem que de fato o trânsito ficará mais congestionado, que a iluminação solar ficará prejudicada, e o mais importante, não admite que a vizinhança seja desrespeitada e tenha que admitir essa obra sem o mínimo de consulta popular, e sem a apresentação do estudo de impacto de vizinhança.
Nosso abaixo assinado já soma por volta de 350 assinaturas, e isso demonstra que o povo quer ser ouvido e tem nesse movimento o seu espaço de participação e revindicação .
Parabéns aos integrantes do Cidade Baixa VIVE, Santiago, Dulce, Beto, Sofia, Egon, Philip, Olga, Liege e a todos os moradores que contribuem para fortalecer essa grande luta, a participação popular dá sentido ao movimento.

Todos na Luta
Caroline Bastos

Visita ao MP.

Audiência com a Promotora, Dra. Sandra Santos Segura do Ministério Publico do Meio Ambiente, dia 15 de Outubro de 2008.

Nós, representantes do Movimento Cidade baixa Vive, fomos recebidos pelo Ministério Publico do meio ambiente.

A reunião teve o objetivo de chegar a um acordo entre as partes, sendo os representantes do Movimento e um engenheiro e advogado, representantes da empresa Melnik.
Solicitamos a preservação das árvores e a diminuição da altura do prédio.
A Empresa negou todas as nossas propostas, falando em compensações vagas. Na conversa, apareceu compensações financeiras para os moradores afetados pela sombra do edifício.
A SMAM não liberou o corte da Nogueira que há no terreno, tombada pelo decreto Numero 6269, esperando uma avaliação do estado da árvore que será feito pela própria SMAM, mas permitiu a corte de uma árvore do mesmo porte da Nogueira, pois esta morreria com o tempo por causa da sombra que o edifício faria para este vegetal .Como fica a vida dos moradores que vivem na sombra deste edifício?
Enquanto a legislação Federal que exige estudos do impacto de vizinhança e meio ambiente não estão aplicados aqui, considerações como a perda da luz do sol, privacidade, umidade, entre outros, não vão ser tratados como questões relevantes.


Philip de Lacy White
Integrante do Cidade Baixa VIVE!


FIZ ESTE DESENHO 20 ANOS ATRÁS, INFELIZMENTE CONTINUA ATUAL!!!!!!
Santiago - Cartunista

Novas contribuições

Smich - Cartunista





Rafael Corrêa

Catarse - Coletivo de Comunicação